Alguns meses se passaram, e a banda estava cada vez melhor. Brian tinha decidido voltar para o Avenged Sevenfold, e matt estava fazendo aulas de canto.
Passei dois longos meses pensando na Lea, e ao mesmo tempo que eu a odiava, eu sentia sua falta, e saber que e eu iria ser pai, de um filho dela, me deixava cada vez mais nervoso.
- Hey jimmy, que foi cara ? - Perguntou brian
- N..nada, porque ? - respondi assustado, como se ele pudesse ler meus pensamentos.
- eeeer, será que é porque voce parou de tocar do nada ? - disse matt dando risada da minha cara.
Estava tao preocupado pensando nela, que esqueci que estavamos ensaiando, e cada vez mais o meu coraçao apertava, e eu sentia vontade de ir falar com ela, mas eu era orgulhoso, não poderia fazer aquilo, não sozinho.
- Vamos jimmy. - Disse matt com um olhar confiante.
- Pra onde !? - assustei achando que ele queria me estuprar.
- Onde voces vao ? a gente tá ensaindo porra ! - Disse zacky
Sem dizer mais nenhuma palavra, Matt segurou meu braço e me puxou da cadeira, quase fazendo eu cair de cara no chão.
- Vem logo seu macaco preguiçoso - Matt continuava insistindo
Levantei-me do chão e começei a segui-lo, apesar de nao fazer a minima ideia para onde estava indo, eu confiava nele, e apenas deixei-me levar por seus passos.
Saimos da garagem de minha casa, onde ensaiavamos, e fomos em direçao a rua, onde haviam algumas crianças brincando; tomamos o caminho para ir ao centro da cidade, que não era muito longe, apenas uns dois quarteiroes dali, e não paravamos por nada.
Na avenida principal, do centro da cidade, havia um mercante vendendo algumas flores; até que :
- Quanto é o buquê cara ? - perguntou matt seco e objetivo
- olha pra voce eu faço 50.
- Caraca ! Bom, mesmo assim, me vê um aí.
- Você ta doido cara, pra que quer um buquê de rosas ? - perguntei desconfiado.
- Relaxa, é pra val.
Tomamos nosso caminho novamente, e agora eu tinha certeza que estavamos indo encontrar a val, o suposto amor do matt.
Ao lado direito da avenida, havia um super mercado, no qual minha mãe tinha dito mais cedo que iria fazer compras; Aproveitei o momento para ir avisa-la que tinha saído, já que tinha esquecido meu celular em casa.
- cara, espera aqui rapidão, vou ali encontrar minha mãe, e já volto.
- Sem problemas cara, vou ficar sentado aqui.
Atravessei a rua rapidamente, e fui em direçao ao mercado; ao entrar, percebi que estava muito lotado, era quarta feira, e era o dia das promoçoes. Ao andar para lá, e para cá, passava por todos os setores, e nada de encontrar minha mãe. Já pensando em desistir, a vejo passar no setor paralelo.
- Ei, mãe ! - gritei
Ela entrou em outro setor, e eu não conseguia chegar até ela, pois tinha muita gente aglomerada, e eu nao conseguia sair do lugar. Depois de muita luta para encontra-la denovo, finalmente a vejo, escolhendo verduras.
- Ei mãe, aqui !
- James ? o que tá fazendo aqui filho ?
- Só vim avisar que saí com o matt, mas nao volto tarde. É que eu esqueci de pegar o celular hehe.
- Onde voces vão ?
- Ah, ele comprou umas flores pra Val e vai entrega-las
- E voce tem que ir junto ? eu hein
- hahaha, vai cagar mãe.
Virei as costas, e já estava pronto para me encontrar novamente com Matt.
- TODO MUNDO NO CHÃO AGORA, É UM ASSALTO ! VAMO, VAMO, TODO MUNDO NO CHÃO ! SE EU VER ALGUÉM TENTANDO LIGAR PARA A POLÍCIA, VAI TER TIRO PORRA !
Assustado, corri para o banheiro do mercado e me tranquei lá.
- Puta que pariu, eu SEMPRE ando com o celular, justo agora eu esqueço ele em casa !? - pensei, fazendo uma auto análise critica.
- ANDA, EU NAO TENHO O DIA INTEIRO, VAMO, PASSA AI O QUE VOCES TEM. - gritava o bandido.
- Merda, e minha mãe ? o que eu faço agora ?
Olhei para o lado, e vi uma janela que dava ao lado de fora do mercado. Tentei alcança-la, mas ela era alta demais para mim. Dei uns passos para trás, tomei impulso, e corri em direçao a parece, apoiei o pé na mesma, e consegui alcançar a janela, a ponto de passar por ela.
Ao cair do outro lado, machuquei meu braço, mas nada grave o suficiente para me fazer parar; não sabia se ia até o Matt, ou se procurava algum orelhão. Mas foi mais fácil do que eu imaginava, havia um orelhão bem a minha frente, e sem a visão dos bandidos. Disquei 911 e consegui o contato com a polícia.
- 911 qual é sua emergência ?
- Bandidos, no super mercado dominik, e minha Mãe está lá, socorro !
- Mandaremos uma viatura o mais rápido o possível, obrigado.
Tentei dar a volta pela parte de trás do mercado, mas era lá que estava o carro dos bandidos; me escondi rapidamente, e fui até a parte frontal do prédio.
Cauteloso, e escondendo em qualquer canto que dava, eu parecia o Neithan Drake, me escondendo e agachando em qualquer canto disponível.
Ouvi o barulho das viaturas chegando, e corri para onde o Matt estava.
- Ei cara o que aconteceu !? - Matt perguntou preocupado.
- Tentaram assaltar lá, mas chamei a polícia.
- E sua mãe cade ?
- Eu nao sei, vou esperar por ela aqui.
A polícia entrou com tudo no mercado, e conseguiu pegar todos os bandidos facilmente, as armas deles eram de mentira, e nao passava de uns bostas. Ao passar do tempo, os consumidores iam saindo de lá, e vi minha mae saindo, parecia bem, mas estava muito tensa e tremula.
- Mãe, relaxa, acabou tudo bem. Vem, vamos para casa - Abraçei ela, dando-a conforto.
- Nao se preocupe filho, seu pai vem me buscar, pode ir lá com o Matt.
- Certeza mãe ?
- Sim, pode ir.
- Tudo bem então, até logo.
Voltamos ao nosso caminho, e, ao chegar em um cruzamento, viramos a esquerda, sendo que a casa da val, era para direita.
- Cara, a casa da val nao é pra lá ?
- Nao, relaxa, eu sei um atalho.
Continuavamos a andar, e conversavamos sobre varias coisas, até que matt me pediu para segurar o buquê.
- Cara, segura isso aqui pra mim, rapidinho.
Ele se abaixou, e amarrava o cadarço em quanto eu, pensando na vida, totalmente distraído. Matt se levanta, e vai a direçao de uma casa, e toca a campainha.
- Cara, essa é a casa da Lea - avisei, achando que ele estava doido.
- Eu sei ! HAHAHA - Matt me empurrou para a porta, e eu ainda estava com o buquê de flores na mão.
- FILHO DA MÃE !
Lea abriu a porta lentamente, com olhar de desconfiança.
- J..Jimmy !? - Lea sorria, com o sorriso mais lindo do universo
- É..e.. oi lea - retruquei com tom nervoso.