Eram 11h da manhã, e eu ainda estava na cama, até que ouvi minha mãe gritar do andar de baixo.
- James acorda ! já é tarde, voce vai ficar com dor na coluna se ficar deitado por muito tempo.
Abri os olhos e senti um leve desconforto, apoiava minhas mãos em minha cama em quanto levantava lentamente, sentia o meu cabelo todo bagunçado e minha boca com um gosto ruim, sentei-me na cama, e meu olhar ficava rodeando o quarto como de costume.
- James, voce tem que parar de dormir até tarde filho - Disse minha mãe, entrando em meu quarto com uma bandeja na mão.
- Tudo bem mãe, me desculpe
- Toma, tá aqui o seu café da manhã - Minha mãe entrava aquela bandeja com um pão françes com Manteiga e um copo de Café
- Valeu mãe, voce vai sair hoje ?
- Vou sim, mas só depois do almoço... tenho que resolver algumas coisas no banco - Minha mae respondeu, tomando rumo para o andar de baixo, onde estava limpando a casa.
Meu estômago estava embrulhado, eu nao conseguira comer nada, mas mesmo assim sabia que eu precisava comer, então forcei um pouco até que consegui comer tudo.
Sai de minha cama e fui direto para o banheiro, me olhava no espelho e via que meus olhos castanhos escuros tinham perdido o brilho, estavam secos e sem vida. Peguei um dos pentes que eu deixava em cima da pia do banheiro, e penteava meu cabelo lentamente, agora com um corte novo, Franja ainda caindo nos olhos, mas com as laterais cumpridas, até um pouco abaixo do meu queixo, e atrás curto e bagunçado.
Ao terminar de penteear, abri a torneira lentemente, e vi que ela nao estava se movendo, ao lembrar que essa torneira sempre emperrava, virei-a com um pouco mais de força, fazendo finalmente sair água.
Estiquei as minhas mãos e fiz um formato de concha, fazendo a água ficasse entre as minhas mãos e lavei o meu rosto, por fim peguei a escova e escovei os dentes.
Saindo do banheiro eu sabia que nunca mais teria a vida de antes, e agora eu teria que conseguir levantar a cabeça e continuar em frente até que ouço o telefone tocar, mas com preguiça, nem me preocupei, sabendo que minha mãe iria atender.
Fechei a porta do meu quarto, pois eu ia tocar bateria, e para o barulho nao ecoar pela casa, eu e meu pai já haviamos instalado sonex em todo o meu quarto, me ajeitei no banquinho e peguei minhas baquetas.
- JAMES, JAMES ! - ouvi minha mãe gritando, apavorada
levantei correndo e abri a porta
- o que foi mãe ? - perguntei assustado
- Prepare o seu coração, eu tenho uma notícia. - Disse minha mãe, severa.
- só o que me falta, mais notícias ruins... - respondi com desprezo
- Voce que pensa filho, a mãe do Matthew acabou de ligar, e disse que o encontraram ontem a tarde ! Surpreendentemente ele está vivo, mas está no hospital se recuperando de algumas fraturas.
Fiquei paralisado, sem reação nenhuma, a unica coisa que consegui fazer foi voltar para o meu quarto correndo, abri o meu guarda roupas onde só haviam roupas pretas, peguei uma calça jeans, justa em baixo, uma camiseta do Metallica e coloquei os meus all star, e sem falar nada, desci correndo as escadas, minha mãe me conhecia e nem perguntou para onde eu ia, apenas ficou calada observando, abri a porta da frente e fechei-a com pressa, provocando um barulho desagradável, mas eu nao estava nem ai, eu saia correndo pelas ruas, em direção ao hospital, eu nao ligava para mais nada que estava acontecendo no caminho, só queria ver como Matt estava. Eu tinha sorte que o hospital era a apenas 3 quarteiroes da minha casa, chegando ao segundo quarteirão, fui atravessar a rua, e acabei esquecendo de olhar para os dois lados antes de atravessar, acabou que um carro bateu em mim, minha sorte é que ele não estava rápido, eu cai no chão, e minhas pernas começaram a sangrar por causa do asfalto áspero, mais isso não foi o suficiente para me parar, levantei-me devargar, sentindo muita dor, e voltei a correr, agora mancando, mas eu prometi a mim mesmo que só pararia quando eu visse matt, pessoas que estavam na rua viam eu mancando e minhas pernas ao escorrer do sangue e tentavam me parar para me ajudar, mas eu nao dava atençao nenhuma, o sentimento de ter abandonado um amigo era mais forte, e eu tinha que ve-lo, mesmo sabendo que ele pode nao me perdoar.
Achei uma bicicleta encostada na frente da casa do Timmy, tinha certeza que era a dele, e então tomei posse dela sem avisá-lo, apenas para ir mais rápido no hospital. Eu havia virado a ultima esquina e já avistava o hospital, pedalei mais rapido, minhas pernas doiam, pareciam que iam cair, mas eu me esforcei ao maximo. Ao chegar lá, entrei e começei a sujar o chão de sangue, os funcionarios me viram e tentaram me ajudar.
- NAO, POR FAVOR EU SÓ QUERO IR VER MEU AMIGO !
- sinto muito, voce tem ferimentos, nós vamos tratá-los para voce, e voce pode visitar o seu amigo - respondeu o médico com calma
- MAS ...
sentei-me em uma cadeira branca, dentro do consultório em quanto o médico responsável higienizava a minha ferida, mas eu nao conseguia pensar em outra coisa, a não ser o matt. O médico demorava muito para trabalhar, ele ficava enrrolando e tentando falar comigo, mas eu nao dava a mínima.
Finalmente ele terminou, e eu abri a porta da sala sem nem dizer obrigado e fui corrento até a recepção.
- Posso ajudar senhor ?
- É.. eu queria ver o Matthew Sanders
- Ele acabou de ir para casa, não faz nem 5 minutos
- Tudo bem, muito obrigado senhora
- Sem Problemas
essa história é FICTICIA ! baseada em alguns fatos reais e em minha personalidade
sábado, julho 23
quarta-feira, julho 20
11. Capítulo - As Lembranças
Abri a porta de casa lentamente, e fui direto ao meu quarto, meus pés estavam pesados, mal conseguia andar de tanta mágoa, entrei em meu quarto, que estava todo bagunçado como de costume, tranquei a porta e nao sabia o que fazer, ficava andando de um lado para o outro, com a cabeça baixa, até que resolvi deitar.
Tirei as minhas baquetas novas de cima da cama, e coloquei-as em cima da bateria, até que eu finalmente deitei.
Fechava os olhos, mas tinha algo que nao me deixava dormir, e então comecei a lembrar de todos os momentos que passei junto com o matt.
- Hey matt !
- Eai cara, tudo bem ?
- jóia e voce ? - respondi
- tudo bem também ! cara, vamos ir para a praia para compor umas músicas ?
- opa ! vamos, leva seu violão que eu levo o papel e a caneta haha - começando a me animar
- beleza ! nos encontramos lá as 13h ok ? - disse matt
- pode deixar !
Ficamos na praia até meia noite compondo...
- Cara eu fiz uma letra para a Val e esqueci de te falar.. é tipo assim '' Seus olhos de tom verde avelã observando todo movimento que faço
E aquele sentimento de dúvida, está apagado ''... ai eu nao lembro o resto, ah e tinha umas partes assim ''E nós passamos por bons e maus momentos.
Mas seu amor incondicional esteve sempre em minha mente
Você esteve lá desde o começo pra mim'' e depois o refrão era mais ou menos assim ''
Eu dei meu coração pra você
Eu dei meu coração, por que nada pode se comparar neste mundo com você''
arregalei os olhos e nao conseguia dizer nada...
- nao gostou jimmy ? - perguntou matt com inocencia
- porra cara, tá muito foda mesmo ! - respondi ainda meio assustado
- gostou mesmo ?
- nossa, tá muito boa, acho que a Val vai dar pra voce depois dessa hahahahaha - fiz uma piadinha pra descontrair
- hehe imagina que dahora - disse matt
Eu me espreguiçava em minha cama, e olhava para os quatro cantos do meu quarto, esperando que algo acontecesse, mas eu nao fazia ideia o que.
- Hey Jimmy, por que voce tá chorando ? - Perguntou matt
- Eu não to chorando - Resmunguei, esfregando meus olhos lentamente
- poxa cara, eu sou seu amigo, nao precisa esconder nada de mim, vamos ! me diga o que aconteceu - disse matt, me dando palavras de conforto
- Ah, voce sabe... eu sinto falta da Lea, eu nunca amei ninguem quando a amei, e ela me rejeitou depois de tudo, eu nao entendo cara, dizem que os homens nao prestam, mas... porque ela fez isso comigo ? - Desabafei
- Jimmy, eu nao posso dizer que te entendo, porque eu realmente nao entendo mas, voce tem seus amigos cara, eu nao sei os outros mas voce pode contar comigo sempre ! eu seria capaz de dar minha vida por voce, porque eu sei que voce faria o mesmo... a questao é, a Lea choraria por voce ?
Aquelas palavras tinham me dado força, era incrível o jeito que o Matt conseguia me animar, ele era sempre calmo e compreensivo, já eu, sempre reclamando de tudo, e nunca fazia nada para mudar.
- Cara, obrigado mesmo ! - Dei um abraço de amizade no matt
- Nao agradeça, amigos sao pra isso certo ? - disse matt
Ao lembrar desses momentos, meu coração só se apertava mais ao saber que nunca mais eu iria ve-lo novamente.
Ouvi minha mãe bater na porta, e fui abrir para ver o que ela queria,e ao abrir a porta ela estava segurando um copo com um líquido estranho, parecia água, mas eu acho que nao era.
- James, beba isso, vai te ajudar a se acalmar - Disse minha mae
- O que é isso mãe ?
- Apenas água com açucar
- Tudo bem... - Peguei e copo e começei a beber lentamente
- Sabe filho, o que houve hoje... voce sabe que nao vai adiantar ficar chorando, chorar nao vai trazer o Matthew de volta.
- eu sei mãe, mas... eu nao controlo meus sentimentos, por favor, me deixa sozinho - Pedi carinhosamente, afinal, eu sabia que minha mãe nao tinha culpa de nada.
- Tudo bem, se quiser conversar é só chamar - disse minha mae, se dirigindo a porta.
- Obrigado mãe..
Deitei em minha cama novamente, e o cansaço já estava se misturando com o efeito da bebida que minha mãe me tinha dado, ajeitei o meu travesseiro para o mais perto da parede o possivel, e encostei minha cabeça levemente, até que finalmente cai no sono.
Tirei as minhas baquetas novas de cima da cama, e coloquei-as em cima da bateria, até que eu finalmente deitei.
Fechava os olhos, mas tinha algo que nao me deixava dormir, e então comecei a lembrar de todos os momentos que passei junto com o matt.
- Hey matt !
- Eai cara, tudo bem ?
- jóia e voce ? - respondi
- tudo bem também ! cara, vamos ir para a praia para compor umas músicas ?
- opa ! vamos, leva seu violão que eu levo o papel e a caneta haha - começando a me animar
- beleza ! nos encontramos lá as 13h ok ? - disse matt
- pode deixar !
Ficamos na praia até meia noite compondo...
- Cara eu fiz uma letra para a Val e esqueci de te falar.. é tipo assim '' Seus olhos de tom verde avelã observando todo movimento que faço
E aquele sentimento de dúvida, está apagado ''... ai eu nao lembro o resto, ah e tinha umas partes assim ''E nós passamos por bons e maus momentos.
Mas seu amor incondicional esteve sempre em minha mente
Você esteve lá desde o começo pra mim'' e depois o refrão era mais ou menos assim ''
Eu dei meu coração pra você
Eu dei meu coração, por que nada pode se comparar neste mundo com você''
arregalei os olhos e nao conseguia dizer nada...
- nao gostou jimmy ? - perguntou matt com inocencia
- porra cara, tá muito foda mesmo ! - respondi ainda meio assustado
- gostou mesmo ?
- nossa, tá muito boa, acho que a Val vai dar pra voce depois dessa hahahahaha - fiz uma piadinha pra descontrair
- hehe imagina que dahora - disse matt
Eu me espreguiçava em minha cama, e olhava para os quatro cantos do meu quarto, esperando que algo acontecesse, mas eu nao fazia ideia o que.
- Hey Jimmy, por que voce tá chorando ? - Perguntou matt
- Eu não to chorando - Resmunguei, esfregando meus olhos lentamente
- poxa cara, eu sou seu amigo, nao precisa esconder nada de mim, vamos ! me diga o que aconteceu - disse matt, me dando palavras de conforto
- Ah, voce sabe... eu sinto falta da Lea, eu nunca amei ninguem quando a amei, e ela me rejeitou depois de tudo, eu nao entendo cara, dizem que os homens nao prestam, mas... porque ela fez isso comigo ? - Desabafei
- Jimmy, eu nao posso dizer que te entendo, porque eu realmente nao entendo mas, voce tem seus amigos cara, eu nao sei os outros mas voce pode contar comigo sempre ! eu seria capaz de dar minha vida por voce, porque eu sei que voce faria o mesmo... a questao é, a Lea choraria por voce ?
Aquelas palavras tinham me dado força, era incrível o jeito que o Matt conseguia me animar, ele era sempre calmo e compreensivo, já eu, sempre reclamando de tudo, e nunca fazia nada para mudar.
- Cara, obrigado mesmo ! - Dei um abraço de amizade no matt
- Nao agradeça, amigos sao pra isso certo ? - disse matt
Ao lembrar desses momentos, meu coração só se apertava mais ao saber que nunca mais eu iria ve-lo novamente.
Ouvi minha mãe bater na porta, e fui abrir para ver o que ela queria,e ao abrir a porta ela estava segurando um copo com um líquido estranho, parecia água, mas eu acho que nao era.
- James, beba isso, vai te ajudar a se acalmar - Disse minha mae
- O que é isso mãe ?
- Apenas água com açucar
- Tudo bem... - Peguei e copo e começei a beber lentamente
- Sabe filho, o que houve hoje... voce sabe que nao vai adiantar ficar chorando, chorar nao vai trazer o Matthew de volta.
- eu sei mãe, mas... eu nao controlo meus sentimentos, por favor, me deixa sozinho - Pedi carinhosamente, afinal, eu sabia que minha mãe nao tinha culpa de nada.
- Tudo bem, se quiser conversar é só chamar - disse minha mae, se dirigindo a porta.
- Obrigado mãe..
Deitei em minha cama novamente, e o cansaço já estava se misturando com o efeito da bebida que minha mãe me tinha dado, ajeitei o meu travesseiro para o mais perto da parede o possivel, e encostei minha cabeça levemente, até que finalmente cai no sono.
segunda-feira, julho 4
10. Capítulo - A Grande Perda
Eu caia rápidamente, e logo senti minha cabeça tocar com força na água, eu sabia que era o fim da minha história, tudo que eu passei até aqui foi apenas em vão.
Percebi que justo onde eu havia pulado, nao tinham pedras, mesmo assim a correnteza me levava para perto da cachoeira cada vez mais rápido e como eu nao sabia nadar, estava ofegante e acabei desmaiando.
- JIMMY SEU IDIOTA ! - ouvi uma voz gritando, e depois ouvi um grande barulho de alguma coisa caindo na água
Senti maos vindo até o meu corpo levemente,alguem havia me segurado e esse alguem era Matt; ele me agarrou firme e tentou nadar contra a correnteza, mas já era de se esperar que nao iria dar certo, nós estavamos chegando cada vez mais perto da cachoeira, entao matt comecou a nadar junto com a correnteza, mas indo para a esquerda de pouco em pouco, até que matt se cansa e grita
- SEGURE NA PEDRA !
estiquei as minhas mãos ao maximo em direção a enorme pedra, e consegui agarra-la, enquanto matt ficou para trás
- SEGURA MINHA MAO ! - Gritei desesperadamente
- NAO CONSIGO ! - respondeu matt
Matt acabou avançando muito por conta da correnteza e eu acabei ficando para tras
- Adeus jimmy, foi muito bom conhecer voce - matt suspirou
- NAO, MATT ! - Gritei feito um louco e comecei a chorar - MAAAAAAATT, MATT, NAO.
As pessoas do parque vieram correndo assim que me ouviram gritar, um cara de meia idade correu até mim, e esticou sua mão ao maximo, em um comprimento que eu consegui segurar, e ele me puxava lentamente até a margem do rio.
Assim que consegui sair do rio, eu corri até a cachoeira e olhei rapidamente para baixo para ver se conseguia encontrar o mathew, mas eu olhava, olhava e nada.
Fiquei desesperado, ajoelhei-me no chão e voltei a chorar.
- PORQUE EU SOU ASSIM ? PORQUE DEUS ? MATT POR FAVOR ME PERDOE ! - gritei com a minha voz já rouca, e soluçando de dor
O Senhor que me ajudou veio até a minha direçao e disse :
- Ei, voce precisa ir ao médico
- EU NAO PRECISO DE NADA, MEU MELHOR AMIGO MORREU ! - Gritei com o cara, mesmo sabendo que ele tinha salvado a minha vida
- Eu sinto muito, mas voce precisa ir - Ele disse calmamente
Eu nao conseguia dizer mais nada, eu nunca tinha chorado assim na minha vida, eu soluçando freneticamente, minha garganta doia de tanto soluçar, eu parecia uma criança chorando, mas perder o meu melhor amigo... nada doia tanto.
O Senhor que avia me ajudado logo telefonou para uma ambulancia, que veio me socorrer, eles chegaram rapidamente, e vieram correndo ao meu encontro, por sorte eu só tinha alguns arranhoes, e um osso trincado.
Assim que os meus pais souberam da notícia, deixaram tudo que estavam fazendo e vieram correndo até o parque, haviam varios policiais no local, junto com bombeiros e uma ambulancia, todos atrás de matt.
Meus pais vieram até mim e me abraçaram com força, eu conseguia sentir algo quente dentro de mim, e eu nao sabia o que era aquilo, era algo novo.
- James.. nunca mais de um susto desse na gente ! - disse minha mae chorando.
- Mãe.. eu, é.. - tentei falar, mas nao conseguia por causa dos soluços
- Nao diga nada jimmy, ficar aqui em quanto procuram pelo matt só vai fazer voce sofrer - disse meu pai, segurando em minha mão e me levantando.
- Matt..
Cada passo que eu dava, passos lentos e sem motivação, eu mancava, e meu corpo estava mole como uma gelatina, parecia que a dor no meu coração tinha me consumido por completo, e essa dor apenas se transformava em ódio, ódio por mim mesmo, o qual eu nao conseguia mais controlar, minha vida já nao valia mais nada, eu era apenas mais um dentre muitos.
Entrei no carro sem fazer muito esforço, eu só queria chegar logo em casa para poder deitar em minha cama, e me convencer do que tudo que eu estava passando, era apenas um pesadelo. No caminho, eu passava por algumas ruas estreitas até chegar em minha casa, ruas que abrigavam alguns mendigos. Eu olhava pela janela, com um olhar frio, eu havia perdido o brilho dos meus olhos e pior, perdido o meu melhor amigo, Mathew.
Percebi que justo onde eu havia pulado, nao tinham pedras, mesmo assim a correnteza me levava para perto da cachoeira cada vez mais rápido e como eu nao sabia nadar, estava ofegante e acabei desmaiando.
- JIMMY SEU IDIOTA ! - ouvi uma voz gritando, e depois ouvi um grande barulho de alguma coisa caindo na água
Senti maos vindo até o meu corpo levemente,alguem havia me segurado e esse alguem era Matt; ele me agarrou firme e tentou nadar contra a correnteza, mas já era de se esperar que nao iria dar certo, nós estavamos chegando cada vez mais perto da cachoeira, entao matt comecou a nadar junto com a correnteza, mas indo para a esquerda de pouco em pouco, até que matt se cansa e grita
- SEGURE NA PEDRA !
estiquei as minhas mãos ao maximo em direção a enorme pedra, e consegui agarra-la, enquanto matt ficou para trás
- SEGURA MINHA MAO ! - Gritei desesperadamente
- NAO CONSIGO ! - respondeu matt
Matt acabou avançando muito por conta da correnteza e eu acabei ficando para tras
- Adeus jimmy, foi muito bom conhecer voce - matt suspirou
- NAO, MATT ! - Gritei feito um louco e comecei a chorar - MAAAAAAATT, MATT, NAO.
As pessoas do parque vieram correndo assim que me ouviram gritar, um cara de meia idade correu até mim, e esticou sua mão ao maximo, em um comprimento que eu consegui segurar, e ele me puxava lentamente até a margem do rio.
Assim que consegui sair do rio, eu corri até a cachoeira e olhei rapidamente para baixo para ver se conseguia encontrar o mathew, mas eu olhava, olhava e nada.
Fiquei desesperado, ajoelhei-me no chão e voltei a chorar.
- PORQUE EU SOU ASSIM ? PORQUE DEUS ? MATT POR FAVOR ME PERDOE ! - gritei com a minha voz já rouca, e soluçando de dor
O Senhor que me ajudou veio até a minha direçao e disse :
- Ei, voce precisa ir ao médico
- EU NAO PRECISO DE NADA, MEU MELHOR AMIGO MORREU ! - Gritei com o cara, mesmo sabendo que ele tinha salvado a minha vida
- Eu sinto muito, mas voce precisa ir - Ele disse calmamente
Eu nao conseguia dizer mais nada, eu nunca tinha chorado assim na minha vida, eu soluçando freneticamente, minha garganta doia de tanto soluçar, eu parecia uma criança chorando, mas perder o meu melhor amigo... nada doia tanto.
O Senhor que avia me ajudado logo telefonou para uma ambulancia, que veio me socorrer, eles chegaram rapidamente, e vieram correndo ao meu encontro, por sorte eu só tinha alguns arranhoes, e um osso trincado.
Assim que os meus pais souberam da notícia, deixaram tudo que estavam fazendo e vieram correndo até o parque, haviam varios policiais no local, junto com bombeiros e uma ambulancia, todos atrás de matt.
Meus pais vieram até mim e me abraçaram com força, eu conseguia sentir algo quente dentro de mim, e eu nao sabia o que era aquilo, era algo novo.
- James.. nunca mais de um susto desse na gente ! - disse minha mae chorando.
- Mãe.. eu, é.. - tentei falar, mas nao conseguia por causa dos soluços
- Nao diga nada jimmy, ficar aqui em quanto procuram pelo matt só vai fazer voce sofrer - disse meu pai, segurando em minha mão e me levantando.
- Matt..
Cada passo que eu dava, passos lentos e sem motivação, eu mancava, e meu corpo estava mole como uma gelatina, parecia que a dor no meu coração tinha me consumido por completo, e essa dor apenas se transformava em ódio, ódio por mim mesmo, o qual eu nao conseguia mais controlar, minha vida já nao valia mais nada, eu era apenas mais um dentre muitos.
Entrei no carro sem fazer muito esforço, eu só queria chegar logo em casa para poder deitar em minha cama, e me convencer do que tudo que eu estava passando, era apenas um pesadelo. No caminho, eu passava por algumas ruas estreitas até chegar em minha casa, ruas que abrigavam alguns mendigos. Eu olhava pela janela, com um olhar frio, eu havia perdido o brilho dos meus olhos e pior, perdido o meu melhor amigo, Mathew.
sexta-feira, julho 1
9. Capítulo - A última decisão
Já nao sabia mais o que fazer, tantas coisas acontecendo em tao pouco tempo, eram muitos problemas para uma cabeça só.
Resolvi sair e andar sozinho, isso sempre me deixava mais relaxado, ainda mais quando eu levava o meu diskman com o meu CD do Slayer. Eu tinha acabado de almocar, e meus pais estavam em casa dormindo, entao fui até meu quarto lentamente, coloquei os meus tenis all star, e desci as escadas rapidamente mas com um tom suave, para nao acorda-los.
Ao tentar abrir a porta, vi que a mesma estava trancada, e nao estava nem um pouco afim de ir buscar a chave no quarto dos meus pais; na verdade, eu nunca entendi porque eles trancavam a porta da frente e levavam a chave até o quarto deles, mas eu nem questionava, fui em direção a cozinha, ainda sem fazer barulho, abri a geladeira e avistei uma lata de refrigerante lá no fundo, estiquei a minha mão lentamente com propósito de pega-la, e quando virei a lata, vi que estava vencida.
Fiquei muito puto, eu adorava aquele refrigerante, e agora eu estava com muita vontade de beber um, andei até a sala de estar e abri a gaveta do móvel lentamente, onde tinham apenas 5 dólares, mas já era o suficiente para comprar o meu refrigerante. Entao voltei para a cozinha, e andei até a porta que tinha ao lado da geladeira, fazia tudo isso com todo cuidado possível para nao acordar os meus pais, a porta que eu abri, me levava até a lavanderia, mas de lá tinha uma passagem para a rua.
Ao chegar na rua, vi que Zacky estava correndo no meio da rua em minha direcao e em uma velocidade considerada rápida, ele quase caiu ao tropecar em uma pedra que tinha pelo caminho, isso fez ele parar de correr e comecar a andar, mancando, mas veio andando, afinal, eu percebi que o chute que ele deu na pedra tinha sido dolorido.
- hey jimmy ! - grita zacky
- eai cara, tudo bom ? - respondi com cara de desconfiado
- tirando o calombo que vai ficar no meu pé, to ótimo cara ! voce nao vai acreditar, consegui marcar um show naquela casa de shows do Turner - diz zacky ofegante
- nossa ! que foda cara, já avisou os outros ?
- só o matt e o justin, nao encontrei o brian - responde zacky, demostrando muita dor no pé
- Brian... ele nao vai sair da banda né ? - perguntei aflito
- eu nao sei cara, tomara que nao... - responde zacky com a cabeça baixa
- bom, e quando é esse show ? - perguntei
- é, daqui tres meses, dia 23 de Outubro
- bom, temos que ensaiar bastante, nao quero passar vergonha haha - tirei com a cara dele
- engracado voce né - zacky responde com um tom ironico - bom, tenho que ir, a gente se ve cara !'
- falou, se cuida - me despedi
Tomei o meu rumo de volta, e voltei a caminhar pelas calcadas, andava lentamente escutando meu Slayer, e observava tudo a minha volta, como se eu fosse um simples garotinho de 2 anos, que comeca a descobrir o mundo.
Eu via famílias brincando juntas, criancas e seus amigos, pessoas da terceira idade conversando, era uma coisa bonita; o dia estava ensolarado e todo mundo tinha tirado o dia para sair de casa.
Eu andava, e dava uma pausa, ficava parado no meio da rua me perguntando, '' porque em um mundo frio, de guerras e conflitos, as pessoas tem laços com as outras ? nao entendo, pessoas magoam umas as outras, querendo ou nao, esses laços... ''
Nunca, em toda a minha vida eu havia parado para pensar por esse lado, até porque eu sempre tive o matt como amigo, entao eu nunca imaginaria que seria tao dolorido quebrar um laço, como eu já tive laços com Lea.
Eu me sentia um lixo, mesmo sabendo que tinha meus amigos, imaginar que tudo aquilo iria mudar, pois eu ia ser pai, nunca iria me perdoar por isso.
- Nao aguento mais essa pressão psicológica - resmunguei para mim mesmo
Ao chegar ao parque da cidade, procurei sentar-me o mais distante o possivel das pessoas, pois a única coisa que eu queria era ficar sozinho, com meus pensamentos.
Andava para um lado e para um outro, impaciente, até que pisei em um dos meus cadarços e cai de cara no chão. Como se nao bastasse a dor psicológia, agora estava com meu nariz doendo, mas nao tive forças para me erguer, minha cabeça já nao distinguia mais nada, e eu apenas me perguntava o porque, qual o propósito da minha vida ? será que eu realmente tenho um propósito ?
Saber que eu iria ser pai, de uma mulher que nao amo, e ainda saber que eu iria ter que assumir esse compromisso, saber que minha mae, já com idade avançada, talvez nao suportaria essa notícia, e o meu pai, que sempre me apoiou em tudo, o que iria pensar de mim ? Eu nao via outra escolha, a nao ser tirar a minha própria vida.
Levantei lentamente, e com os olhos cheios de lagrimas, até que consegui me erguer e ficar em pé. Andava sem destino, com passos curtos e sem brilho nos olhos, após 10 de caminhada, os 10 minutos mais longos da minha vida, cheguei na ponte do parque, que tinha mais ou menos uns 10 metros de altura, onde em baixo passava o leito de um rio, com uma correnteza relativamente forte, mas cheias de pedras no fundo.
Olhava para um lado e parao outro, para checar se nao havia ninguém me observando, subi nas grades e tomei conciencia do que estava fazendo.
- Adeus Matt, Adeus mamae, Adeus pai, Adeus Zacky, Brian e Justin, voces foram as melhores coisas que aconteceram na minha vida, e eu sou grato a voces por tudo - Disse em voz alta, mas para mim mesmo, e entao tomei coragem e pulei.
Resolvi sair e andar sozinho, isso sempre me deixava mais relaxado, ainda mais quando eu levava o meu diskman com o meu CD do Slayer. Eu tinha acabado de almocar, e meus pais estavam em casa dormindo, entao fui até meu quarto lentamente, coloquei os meus tenis all star, e desci as escadas rapidamente mas com um tom suave, para nao acorda-los.
Ao tentar abrir a porta, vi que a mesma estava trancada, e nao estava nem um pouco afim de ir buscar a chave no quarto dos meus pais; na verdade, eu nunca entendi porque eles trancavam a porta da frente e levavam a chave até o quarto deles, mas eu nem questionava, fui em direção a cozinha, ainda sem fazer barulho, abri a geladeira e avistei uma lata de refrigerante lá no fundo, estiquei a minha mão lentamente com propósito de pega-la, e quando virei a lata, vi que estava vencida.
Fiquei muito puto, eu adorava aquele refrigerante, e agora eu estava com muita vontade de beber um, andei até a sala de estar e abri a gaveta do móvel lentamente, onde tinham apenas 5 dólares, mas já era o suficiente para comprar o meu refrigerante. Entao voltei para a cozinha, e andei até a porta que tinha ao lado da geladeira, fazia tudo isso com todo cuidado possível para nao acordar os meus pais, a porta que eu abri, me levava até a lavanderia, mas de lá tinha uma passagem para a rua.
Ao chegar na rua, vi que Zacky estava correndo no meio da rua em minha direcao e em uma velocidade considerada rápida, ele quase caiu ao tropecar em uma pedra que tinha pelo caminho, isso fez ele parar de correr e comecar a andar, mancando, mas veio andando, afinal, eu percebi que o chute que ele deu na pedra tinha sido dolorido.
- hey jimmy ! - grita zacky
- eai cara, tudo bom ? - respondi com cara de desconfiado
- tirando o calombo que vai ficar no meu pé, to ótimo cara ! voce nao vai acreditar, consegui marcar um show naquela casa de shows do Turner - diz zacky ofegante
- nossa ! que foda cara, já avisou os outros ?
- só o matt e o justin, nao encontrei o brian - responde zacky, demostrando muita dor no pé
- Brian... ele nao vai sair da banda né ? - perguntei aflito
- eu nao sei cara, tomara que nao... - responde zacky com a cabeça baixa
- bom, e quando é esse show ? - perguntei
- é, daqui tres meses, dia 23 de Outubro
- bom, temos que ensaiar bastante, nao quero passar vergonha haha - tirei com a cara dele
- engracado voce né - zacky responde com um tom ironico - bom, tenho que ir, a gente se ve cara !'
- falou, se cuida - me despedi
Tomei o meu rumo de volta, e voltei a caminhar pelas calcadas, andava lentamente escutando meu Slayer, e observava tudo a minha volta, como se eu fosse um simples garotinho de 2 anos, que comeca a descobrir o mundo.
Eu via famílias brincando juntas, criancas e seus amigos, pessoas da terceira idade conversando, era uma coisa bonita; o dia estava ensolarado e todo mundo tinha tirado o dia para sair de casa.
Eu andava, e dava uma pausa, ficava parado no meio da rua me perguntando, '' porque em um mundo frio, de guerras e conflitos, as pessoas tem laços com as outras ? nao entendo, pessoas magoam umas as outras, querendo ou nao, esses laços... ''
Nunca, em toda a minha vida eu havia parado para pensar por esse lado, até porque eu sempre tive o matt como amigo, entao eu nunca imaginaria que seria tao dolorido quebrar um laço, como eu já tive laços com Lea.
Eu me sentia um lixo, mesmo sabendo que tinha meus amigos, imaginar que tudo aquilo iria mudar, pois eu ia ser pai, nunca iria me perdoar por isso.
- Nao aguento mais essa pressão psicológica - resmunguei para mim mesmo
Ao chegar ao parque da cidade, procurei sentar-me o mais distante o possivel das pessoas, pois a única coisa que eu queria era ficar sozinho, com meus pensamentos.
Andava para um lado e para um outro, impaciente, até que pisei em um dos meus cadarços e cai de cara no chão. Como se nao bastasse a dor psicológia, agora estava com meu nariz doendo, mas nao tive forças para me erguer, minha cabeça já nao distinguia mais nada, e eu apenas me perguntava o porque, qual o propósito da minha vida ? será que eu realmente tenho um propósito ?
Saber que eu iria ser pai, de uma mulher que nao amo, e ainda saber que eu iria ter que assumir esse compromisso, saber que minha mae, já com idade avançada, talvez nao suportaria essa notícia, e o meu pai, que sempre me apoiou em tudo, o que iria pensar de mim ? Eu nao via outra escolha, a nao ser tirar a minha própria vida.
Levantei lentamente, e com os olhos cheios de lagrimas, até que consegui me erguer e ficar em pé. Andava sem destino, com passos curtos e sem brilho nos olhos, após 10 de caminhada, os 10 minutos mais longos da minha vida, cheguei na ponte do parque, que tinha mais ou menos uns 10 metros de altura, onde em baixo passava o leito de um rio, com uma correnteza relativamente forte, mas cheias de pedras no fundo.
Olhava para um lado e parao outro, para checar se nao havia ninguém me observando, subi nas grades e tomei conciencia do que estava fazendo.
- Adeus Matt, Adeus mamae, Adeus pai, Adeus Zacky, Brian e Justin, voces foram as melhores coisas que aconteceram na minha vida, e eu sou grato a voces por tudo - Disse em voz alta, mas para mim mesmo, e entao tomei coragem e pulei.
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