Sai do hospital decepcionado, correra tanto para nada, tudo culpa do médico que não me deixou ir. Subi na bike rapidamente, e quando vi, a marcha estava na pesada, por isso eu estava fazendo muito esforço para sair do lugar.
Começei a pedalar bem rápido, em quanto ia mudando as marchas, todos da rua ficavam olhando para mim, eu parecia um louco correndo; Virei à direita e começei a acelerar ainda mais, a bike tremia mas mesmo assim eu não estava nem ai, até eu chegar em um trecho de terra para cortar caminho. Era muito esburacado, e a bike tremia muito, e eu parecia estar fazendo rally, eu pulava e não dirigia muito bem, e então o medo começou a tomar conta de mim, e desacelerei, pelomenos até passar o trecho de terra.
Eu estava andando devagar agora, mas com vontade de chegar bem rápido, até que eu sinto uma pancada enorme no pneu dianteiro, a bike levantou a roda traseira me jogando para longe, e então eu cai em cima da terra amortecendo a queda com as mãos. Olhei para trás e era um pedaço de tronco de árvore que eu nao havia visto.
Levantei lentamente e ergui a bike, montei em cima dela, e continuei o meu caminho, que agora já era curto, em relaçao ao que eu já havia andado.
Chegando na frente da casa de Matt, o meu coraçao começava a apertar cada vez mais, e todas aquelas lembranças vieram em minha mente, principalmente a imagem de ele tentando me salvar e caindo na cachoeira.
Tomei folego e desci da biscicleta, com a perna enfaixada mas conseguindo andar normalmente, apertei a campainha e aguardei, até que a mãe dele aparece na janela.
- ..eé, o matt tá ai ? - perguntei tremendo levemente
- James sullivan.. então voce é o culpado por meu filho ter quase morrido, sim ele está.
Abaixei a cabeça, e veio um enorme peso em minha consciência.
- eu poderia falar com ele ? por favor
- escute james, ele está deitado e não quer ver ninguém, faça um bem para todos nós e volte para casa.
Aquilo me feriu profundamente, a mãe dele me odiava agora e ele não queria mais me ver. Eu já ia tomando o rumo para casa quando escuto
- CARAMBA MAE, EU JÁ TE DISSE QUE NAO FOI CULPA DELE ! - Matt gritava com sua mae, com a intençao de me defender.
Mesmo assim não parei de andar, eu estava todo sujo, e de cabeça baixa, e ao chegar na esquina da rua, ouço uma voz não tao longe, mas com um tom relativamente baixo.
- Jimmy ! - olhei para trás e vi matt correndo em minha direçao.
- aah, matt, graças a Deus, voce está bem ? - perguntei com medo da reação dele.
- Só um pouco dolorido... - Matt disse com tom de choro
- Olha cara, se não quiser falar comigo eu entendo sabe, voce não faz ideia de como eu me senti realmente mal por ter feito voce quase morrer, além do mais, eu achei que voce tivesse morrido. - Disse, com lágrimas nos olhos.
- Achou que eu ia morrer tão facil ? Escuta cara, mesmo que eu tivesse perdido meus braços ou pernas, eu ainda estaria feliz, e sabe porque ? eu fiz isso por voce, voce sabe que é o meu melhor amigo, e eu não tenho vergonha de dizer que te amo cara, então não se sinta mal, sei que voce faria o mesmo por mim. - Matt sorriu e veio em minha direção.
Era realmente incrível como ele sempre sabia lidar com tudo, e sempre dizia as melhores palavras nos piores momentos.
- Matt, obrigado, de verdade - Abraçei-o com força.
- Cara, só me diz uma coisa... porque voce pulou da ponte ?
- muitos problemas... - respondi tentando finalizar o assunto
- Vejo que não quer falar sobre isso agora, tudo bem, quando estiver melhor voce me conta.
- Tudo bem, prometo ! agora tenho que ir, nem avisei minha mãe que eu iria sair, até mais cara ! - me despedi com vontade de ficar, mas fui embora.
essa história é FICTICIA ! baseada em alguns fatos reais e em minha personalidade
sábado, setembro 10
sábado, julho 23
12. Capítulo - Grande Surpresa
Eram 11h da manhã, e eu ainda estava na cama, até que ouvi minha mãe gritar do andar de baixo.
- James acorda ! já é tarde, voce vai ficar com dor na coluna se ficar deitado por muito tempo.
Abri os olhos e senti um leve desconforto, apoiava minhas mãos em minha cama em quanto levantava lentamente, sentia o meu cabelo todo bagunçado e minha boca com um gosto ruim, sentei-me na cama, e meu olhar ficava rodeando o quarto como de costume.
- James, voce tem que parar de dormir até tarde filho - Disse minha mãe, entrando em meu quarto com uma bandeja na mão.
- Tudo bem mãe, me desculpe
- Toma, tá aqui o seu café da manhã - Minha mãe entrava aquela bandeja com um pão françes com Manteiga e um copo de Café
- Valeu mãe, voce vai sair hoje ?
- Vou sim, mas só depois do almoço... tenho que resolver algumas coisas no banco - Minha mae respondeu, tomando rumo para o andar de baixo, onde estava limpando a casa.
Meu estômago estava embrulhado, eu nao conseguira comer nada, mas mesmo assim sabia que eu precisava comer, então forcei um pouco até que consegui comer tudo.
Sai de minha cama e fui direto para o banheiro, me olhava no espelho e via que meus olhos castanhos escuros tinham perdido o brilho, estavam secos e sem vida. Peguei um dos pentes que eu deixava em cima da pia do banheiro, e penteava meu cabelo lentamente, agora com um corte novo, Franja ainda caindo nos olhos, mas com as laterais cumpridas, até um pouco abaixo do meu queixo, e atrás curto e bagunçado.
Ao terminar de penteear, abri a torneira lentemente, e vi que ela nao estava se movendo, ao lembrar que essa torneira sempre emperrava, virei-a com um pouco mais de força, fazendo finalmente sair água.
Estiquei as minhas mãos e fiz um formato de concha, fazendo a água ficasse entre as minhas mãos e lavei o meu rosto, por fim peguei a escova e escovei os dentes.
Saindo do banheiro eu sabia que nunca mais teria a vida de antes, e agora eu teria que conseguir levantar a cabeça e continuar em frente até que ouço o telefone tocar, mas com preguiça, nem me preocupei, sabendo que minha mãe iria atender.
Fechei a porta do meu quarto, pois eu ia tocar bateria, e para o barulho nao ecoar pela casa, eu e meu pai já haviamos instalado sonex em todo o meu quarto, me ajeitei no banquinho e peguei minhas baquetas.
- JAMES, JAMES ! - ouvi minha mãe gritando, apavorada
levantei correndo e abri a porta
- o que foi mãe ? - perguntei assustado
- Prepare o seu coração, eu tenho uma notícia. - Disse minha mãe, severa.
- só o que me falta, mais notícias ruins... - respondi com desprezo
- Voce que pensa filho, a mãe do Matthew acabou de ligar, e disse que o encontraram ontem a tarde ! Surpreendentemente ele está vivo, mas está no hospital se recuperando de algumas fraturas.
Fiquei paralisado, sem reação nenhuma, a unica coisa que consegui fazer foi voltar para o meu quarto correndo, abri o meu guarda roupas onde só haviam roupas pretas, peguei uma calça jeans, justa em baixo, uma camiseta do Metallica e coloquei os meus all star, e sem falar nada, desci correndo as escadas, minha mãe me conhecia e nem perguntou para onde eu ia, apenas ficou calada observando, abri a porta da frente e fechei-a com pressa, provocando um barulho desagradável, mas eu nao estava nem ai, eu saia correndo pelas ruas, em direção ao hospital, eu nao ligava para mais nada que estava acontecendo no caminho, só queria ver como Matt estava. Eu tinha sorte que o hospital era a apenas 3 quarteiroes da minha casa, chegando ao segundo quarteirão, fui atravessar a rua, e acabei esquecendo de olhar para os dois lados antes de atravessar, acabou que um carro bateu em mim, minha sorte é que ele não estava rápido, eu cai no chão, e minhas pernas começaram a sangrar por causa do asfalto áspero, mais isso não foi o suficiente para me parar, levantei-me devargar, sentindo muita dor, e voltei a correr, agora mancando, mas eu prometi a mim mesmo que só pararia quando eu visse matt, pessoas que estavam na rua viam eu mancando e minhas pernas ao escorrer do sangue e tentavam me parar para me ajudar, mas eu nao dava atençao nenhuma, o sentimento de ter abandonado um amigo era mais forte, e eu tinha que ve-lo, mesmo sabendo que ele pode nao me perdoar.
Achei uma bicicleta encostada na frente da casa do Timmy, tinha certeza que era a dele, e então tomei posse dela sem avisá-lo, apenas para ir mais rápido no hospital. Eu havia virado a ultima esquina e já avistava o hospital, pedalei mais rapido, minhas pernas doiam, pareciam que iam cair, mas eu me esforcei ao maximo. Ao chegar lá, entrei e começei a sujar o chão de sangue, os funcionarios me viram e tentaram me ajudar.
- NAO, POR FAVOR EU SÓ QUERO IR VER MEU AMIGO !
- sinto muito, voce tem ferimentos, nós vamos tratá-los para voce, e voce pode visitar o seu amigo - respondeu o médico com calma
- MAS ...
sentei-me em uma cadeira branca, dentro do consultório em quanto o médico responsável higienizava a minha ferida, mas eu nao conseguia pensar em outra coisa, a não ser o matt. O médico demorava muito para trabalhar, ele ficava enrrolando e tentando falar comigo, mas eu nao dava a mínima.
Finalmente ele terminou, e eu abri a porta da sala sem nem dizer obrigado e fui corrento até a recepção.
- Posso ajudar senhor ?
- É.. eu queria ver o Matthew Sanders
- Ele acabou de ir para casa, não faz nem 5 minutos
- Tudo bem, muito obrigado senhora
- Sem Problemas
- James acorda ! já é tarde, voce vai ficar com dor na coluna se ficar deitado por muito tempo.
Abri os olhos e senti um leve desconforto, apoiava minhas mãos em minha cama em quanto levantava lentamente, sentia o meu cabelo todo bagunçado e minha boca com um gosto ruim, sentei-me na cama, e meu olhar ficava rodeando o quarto como de costume.
- James, voce tem que parar de dormir até tarde filho - Disse minha mãe, entrando em meu quarto com uma bandeja na mão.
- Tudo bem mãe, me desculpe
- Toma, tá aqui o seu café da manhã - Minha mãe entrava aquela bandeja com um pão françes com Manteiga e um copo de Café
- Valeu mãe, voce vai sair hoje ?
- Vou sim, mas só depois do almoço... tenho que resolver algumas coisas no banco - Minha mae respondeu, tomando rumo para o andar de baixo, onde estava limpando a casa.
Meu estômago estava embrulhado, eu nao conseguira comer nada, mas mesmo assim sabia que eu precisava comer, então forcei um pouco até que consegui comer tudo.
Sai de minha cama e fui direto para o banheiro, me olhava no espelho e via que meus olhos castanhos escuros tinham perdido o brilho, estavam secos e sem vida. Peguei um dos pentes que eu deixava em cima da pia do banheiro, e penteava meu cabelo lentamente, agora com um corte novo, Franja ainda caindo nos olhos, mas com as laterais cumpridas, até um pouco abaixo do meu queixo, e atrás curto e bagunçado.
Ao terminar de penteear, abri a torneira lentemente, e vi que ela nao estava se movendo, ao lembrar que essa torneira sempre emperrava, virei-a com um pouco mais de força, fazendo finalmente sair água.
Estiquei as minhas mãos e fiz um formato de concha, fazendo a água ficasse entre as minhas mãos e lavei o meu rosto, por fim peguei a escova e escovei os dentes.
Saindo do banheiro eu sabia que nunca mais teria a vida de antes, e agora eu teria que conseguir levantar a cabeça e continuar em frente até que ouço o telefone tocar, mas com preguiça, nem me preocupei, sabendo que minha mãe iria atender.
Fechei a porta do meu quarto, pois eu ia tocar bateria, e para o barulho nao ecoar pela casa, eu e meu pai já haviamos instalado sonex em todo o meu quarto, me ajeitei no banquinho e peguei minhas baquetas.
- JAMES, JAMES ! - ouvi minha mãe gritando, apavorada
levantei correndo e abri a porta
- o que foi mãe ? - perguntei assustado
- Prepare o seu coração, eu tenho uma notícia. - Disse minha mãe, severa.
- só o que me falta, mais notícias ruins... - respondi com desprezo
- Voce que pensa filho, a mãe do Matthew acabou de ligar, e disse que o encontraram ontem a tarde ! Surpreendentemente ele está vivo, mas está no hospital se recuperando de algumas fraturas.
Fiquei paralisado, sem reação nenhuma, a unica coisa que consegui fazer foi voltar para o meu quarto correndo, abri o meu guarda roupas onde só haviam roupas pretas, peguei uma calça jeans, justa em baixo, uma camiseta do Metallica e coloquei os meus all star, e sem falar nada, desci correndo as escadas, minha mãe me conhecia e nem perguntou para onde eu ia, apenas ficou calada observando, abri a porta da frente e fechei-a com pressa, provocando um barulho desagradável, mas eu nao estava nem ai, eu saia correndo pelas ruas, em direção ao hospital, eu nao ligava para mais nada que estava acontecendo no caminho, só queria ver como Matt estava. Eu tinha sorte que o hospital era a apenas 3 quarteiroes da minha casa, chegando ao segundo quarteirão, fui atravessar a rua, e acabei esquecendo de olhar para os dois lados antes de atravessar, acabou que um carro bateu em mim, minha sorte é que ele não estava rápido, eu cai no chão, e minhas pernas começaram a sangrar por causa do asfalto áspero, mais isso não foi o suficiente para me parar, levantei-me devargar, sentindo muita dor, e voltei a correr, agora mancando, mas eu prometi a mim mesmo que só pararia quando eu visse matt, pessoas que estavam na rua viam eu mancando e minhas pernas ao escorrer do sangue e tentavam me parar para me ajudar, mas eu nao dava atençao nenhuma, o sentimento de ter abandonado um amigo era mais forte, e eu tinha que ve-lo, mesmo sabendo que ele pode nao me perdoar.
Achei uma bicicleta encostada na frente da casa do Timmy, tinha certeza que era a dele, e então tomei posse dela sem avisá-lo, apenas para ir mais rápido no hospital. Eu havia virado a ultima esquina e já avistava o hospital, pedalei mais rapido, minhas pernas doiam, pareciam que iam cair, mas eu me esforcei ao maximo. Ao chegar lá, entrei e começei a sujar o chão de sangue, os funcionarios me viram e tentaram me ajudar.
- NAO, POR FAVOR EU SÓ QUERO IR VER MEU AMIGO !
- sinto muito, voce tem ferimentos, nós vamos tratá-los para voce, e voce pode visitar o seu amigo - respondeu o médico com calma
- MAS ...
sentei-me em uma cadeira branca, dentro do consultório em quanto o médico responsável higienizava a minha ferida, mas eu nao conseguia pensar em outra coisa, a não ser o matt. O médico demorava muito para trabalhar, ele ficava enrrolando e tentando falar comigo, mas eu nao dava a mínima.
Finalmente ele terminou, e eu abri a porta da sala sem nem dizer obrigado e fui corrento até a recepção.
- Posso ajudar senhor ?
- É.. eu queria ver o Matthew Sanders
- Ele acabou de ir para casa, não faz nem 5 minutos
- Tudo bem, muito obrigado senhora
- Sem Problemas
quarta-feira, julho 20
11. Capítulo - As Lembranças
Abri a porta de casa lentamente, e fui direto ao meu quarto, meus pés estavam pesados, mal conseguia andar de tanta mágoa, entrei em meu quarto, que estava todo bagunçado como de costume, tranquei a porta e nao sabia o que fazer, ficava andando de um lado para o outro, com a cabeça baixa, até que resolvi deitar.
Tirei as minhas baquetas novas de cima da cama, e coloquei-as em cima da bateria, até que eu finalmente deitei.
Fechava os olhos, mas tinha algo que nao me deixava dormir, e então comecei a lembrar de todos os momentos que passei junto com o matt.
- Hey matt !
- Eai cara, tudo bem ?
- jóia e voce ? - respondi
- tudo bem também ! cara, vamos ir para a praia para compor umas músicas ?
- opa ! vamos, leva seu violão que eu levo o papel e a caneta haha - começando a me animar
- beleza ! nos encontramos lá as 13h ok ? - disse matt
- pode deixar !
Ficamos na praia até meia noite compondo...
- Cara eu fiz uma letra para a Val e esqueci de te falar.. é tipo assim '' Seus olhos de tom verde avelã observando todo movimento que faço
E aquele sentimento de dúvida, está apagado ''... ai eu nao lembro o resto, ah e tinha umas partes assim ''E nós passamos por bons e maus momentos.
Mas seu amor incondicional esteve sempre em minha mente
Você esteve lá desde o começo pra mim'' e depois o refrão era mais ou menos assim ''
Eu dei meu coração pra você
Eu dei meu coração, por que nada pode se comparar neste mundo com você''
arregalei os olhos e nao conseguia dizer nada...
- nao gostou jimmy ? - perguntou matt com inocencia
- porra cara, tá muito foda mesmo ! - respondi ainda meio assustado
- gostou mesmo ?
- nossa, tá muito boa, acho que a Val vai dar pra voce depois dessa hahahahaha - fiz uma piadinha pra descontrair
- hehe imagina que dahora - disse matt
Eu me espreguiçava em minha cama, e olhava para os quatro cantos do meu quarto, esperando que algo acontecesse, mas eu nao fazia ideia o que.
- Hey Jimmy, por que voce tá chorando ? - Perguntou matt
- Eu não to chorando - Resmunguei, esfregando meus olhos lentamente
- poxa cara, eu sou seu amigo, nao precisa esconder nada de mim, vamos ! me diga o que aconteceu - disse matt, me dando palavras de conforto
- Ah, voce sabe... eu sinto falta da Lea, eu nunca amei ninguem quando a amei, e ela me rejeitou depois de tudo, eu nao entendo cara, dizem que os homens nao prestam, mas... porque ela fez isso comigo ? - Desabafei
- Jimmy, eu nao posso dizer que te entendo, porque eu realmente nao entendo mas, voce tem seus amigos cara, eu nao sei os outros mas voce pode contar comigo sempre ! eu seria capaz de dar minha vida por voce, porque eu sei que voce faria o mesmo... a questao é, a Lea choraria por voce ?
Aquelas palavras tinham me dado força, era incrível o jeito que o Matt conseguia me animar, ele era sempre calmo e compreensivo, já eu, sempre reclamando de tudo, e nunca fazia nada para mudar.
- Cara, obrigado mesmo ! - Dei um abraço de amizade no matt
- Nao agradeça, amigos sao pra isso certo ? - disse matt
Ao lembrar desses momentos, meu coração só se apertava mais ao saber que nunca mais eu iria ve-lo novamente.
Ouvi minha mãe bater na porta, e fui abrir para ver o que ela queria,e ao abrir a porta ela estava segurando um copo com um líquido estranho, parecia água, mas eu acho que nao era.
- James, beba isso, vai te ajudar a se acalmar - Disse minha mae
- O que é isso mãe ?
- Apenas água com açucar
- Tudo bem... - Peguei e copo e começei a beber lentamente
- Sabe filho, o que houve hoje... voce sabe que nao vai adiantar ficar chorando, chorar nao vai trazer o Matthew de volta.
- eu sei mãe, mas... eu nao controlo meus sentimentos, por favor, me deixa sozinho - Pedi carinhosamente, afinal, eu sabia que minha mãe nao tinha culpa de nada.
- Tudo bem, se quiser conversar é só chamar - disse minha mae, se dirigindo a porta.
- Obrigado mãe..
Deitei em minha cama novamente, e o cansaço já estava se misturando com o efeito da bebida que minha mãe me tinha dado, ajeitei o meu travesseiro para o mais perto da parede o possivel, e encostei minha cabeça levemente, até que finalmente cai no sono.
Tirei as minhas baquetas novas de cima da cama, e coloquei-as em cima da bateria, até que eu finalmente deitei.
Fechava os olhos, mas tinha algo que nao me deixava dormir, e então comecei a lembrar de todos os momentos que passei junto com o matt.
- Hey matt !
- Eai cara, tudo bem ?
- jóia e voce ? - respondi
- tudo bem também ! cara, vamos ir para a praia para compor umas músicas ?
- opa ! vamos, leva seu violão que eu levo o papel e a caneta haha - começando a me animar
- beleza ! nos encontramos lá as 13h ok ? - disse matt
- pode deixar !
Ficamos na praia até meia noite compondo...
- Cara eu fiz uma letra para a Val e esqueci de te falar.. é tipo assim '' Seus olhos de tom verde avelã observando todo movimento que faço
E aquele sentimento de dúvida, está apagado ''... ai eu nao lembro o resto, ah e tinha umas partes assim ''E nós passamos por bons e maus momentos.
Mas seu amor incondicional esteve sempre em minha mente
Você esteve lá desde o começo pra mim'' e depois o refrão era mais ou menos assim ''
Eu dei meu coração pra você
Eu dei meu coração, por que nada pode se comparar neste mundo com você''
arregalei os olhos e nao conseguia dizer nada...
- nao gostou jimmy ? - perguntou matt com inocencia
- porra cara, tá muito foda mesmo ! - respondi ainda meio assustado
- gostou mesmo ?
- nossa, tá muito boa, acho que a Val vai dar pra voce depois dessa hahahahaha - fiz uma piadinha pra descontrair
- hehe imagina que dahora - disse matt
Eu me espreguiçava em minha cama, e olhava para os quatro cantos do meu quarto, esperando que algo acontecesse, mas eu nao fazia ideia o que.
- Hey Jimmy, por que voce tá chorando ? - Perguntou matt
- Eu não to chorando - Resmunguei, esfregando meus olhos lentamente
- poxa cara, eu sou seu amigo, nao precisa esconder nada de mim, vamos ! me diga o que aconteceu - disse matt, me dando palavras de conforto
- Ah, voce sabe... eu sinto falta da Lea, eu nunca amei ninguem quando a amei, e ela me rejeitou depois de tudo, eu nao entendo cara, dizem que os homens nao prestam, mas... porque ela fez isso comigo ? - Desabafei
- Jimmy, eu nao posso dizer que te entendo, porque eu realmente nao entendo mas, voce tem seus amigos cara, eu nao sei os outros mas voce pode contar comigo sempre ! eu seria capaz de dar minha vida por voce, porque eu sei que voce faria o mesmo... a questao é, a Lea choraria por voce ?
Aquelas palavras tinham me dado força, era incrível o jeito que o Matt conseguia me animar, ele era sempre calmo e compreensivo, já eu, sempre reclamando de tudo, e nunca fazia nada para mudar.
- Cara, obrigado mesmo ! - Dei um abraço de amizade no matt
- Nao agradeça, amigos sao pra isso certo ? - disse matt
Ao lembrar desses momentos, meu coração só se apertava mais ao saber que nunca mais eu iria ve-lo novamente.
Ouvi minha mãe bater na porta, e fui abrir para ver o que ela queria,e ao abrir a porta ela estava segurando um copo com um líquido estranho, parecia água, mas eu acho que nao era.
- James, beba isso, vai te ajudar a se acalmar - Disse minha mae
- O que é isso mãe ?
- Apenas água com açucar
- Tudo bem... - Peguei e copo e começei a beber lentamente
- Sabe filho, o que houve hoje... voce sabe que nao vai adiantar ficar chorando, chorar nao vai trazer o Matthew de volta.
- eu sei mãe, mas... eu nao controlo meus sentimentos, por favor, me deixa sozinho - Pedi carinhosamente, afinal, eu sabia que minha mãe nao tinha culpa de nada.
- Tudo bem, se quiser conversar é só chamar - disse minha mae, se dirigindo a porta.
- Obrigado mãe..
Deitei em minha cama novamente, e o cansaço já estava se misturando com o efeito da bebida que minha mãe me tinha dado, ajeitei o meu travesseiro para o mais perto da parede o possivel, e encostei minha cabeça levemente, até que finalmente cai no sono.
segunda-feira, julho 4
10. Capítulo - A Grande Perda
Eu caia rápidamente, e logo senti minha cabeça tocar com força na água, eu sabia que era o fim da minha história, tudo que eu passei até aqui foi apenas em vão.
Percebi que justo onde eu havia pulado, nao tinham pedras, mesmo assim a correnteza me levava para perto da cachoeira cada vez mais rápido e como eu nao sabia nadar, estava ofegante e acabei desmaiando.
- JIMMY SEU IDIOTA ! - ouvi uma voz gritando, e depois ouvi um grande barulho de alguma coisa caindo na água
Senti maos vindo até o meu corpo levemente,alguem havia me segurado e esse alguem era Matt; ele me agarrou firme e tentou nadar contra a correnteza, mas já era de se esperar que nao iria dar certo, nós estavamos chegando cada vez mais perto da cachoeira, entao matt comecou a nadar junto com a correnteza, mas indo para a esquerda de pouco em pouco, até que matt se cansa e grita
- SEGURE NA PEDRA !
estiquei as minhas mãos ao maximo em direção a enorme pedra, e consegui agarra-la, enquanto matt ficou para trás
- SEGURA MINHA MAO ! - Gritei desesperadamente
- NAO CONSIGO ! - respondeu matt
Matt acabou avançando muito por conta da correnteza e eu acabei ficando para tras
- Adeus jimmy, foi muito bom conhecer voce - matt suspirou
- NAO, MATT ! - Gritei feito um louco e comecei a chorar - MAAAAAAATT, MATT, NAO.
As pessoas do parque vieram correndo assim que me ouviram gritar, um cara de meia idade correu até mim, e esticou sua mão ao maximo, em um comprimento que eu consegui segurar, e ele me puxava lentamente até a margem do rio.
Assim que consegui sair do rio, eu corri até a cachoeira e olhei rapidamente para baixo para ver se conseguia encontrar o mathew, mas eu olhava, olhava e nada.
Fiquei desesperado, ajoelhei-me no chão e voltei a chorar.
- PORQUE EU SOU ASSIM ? PORQUE DEUS ? MATT POR FAVOR ME PERDOE ! - gritei com a minha voz já rouca, e soluçando de dor
O Senhor que me ajudou veio até a minha direçao e disse :
- Ei, voce precisa ir ao médico
- EU NAO PRECISO DE NADA, MEU MELHOR AMIGO MORREU ! - Gritei com o cara, mesmo sabendo que ele tinha salvado a minha vida
- Eu sinto muito, mas voce precisa ir - Ele disse calmamente
Eu nao conseguia dizer mais nada, eu nunca tinha chorado assim na minha vida, eu soluçando freneticamente, minha garganta doia de tanto soluçar, eu parecia uma criança chorando, mas perder o meu melhor amigo... nada doia tanto.
O Senhor que avia me ajudado logo telefonou para uma ambulancia, que veio me socorrer, eles chegaram rapidamente, e vieram correndo ao meu encontro, por sorte eu só tinha alguns arranhoes, e um osso trincado.
Assim que os meus pais souberam da notícia, deixaram tudo que estavam fazendo e vieram correndo até o parque, haviam varios policiais no local, junto com bombeiros e uma ambulancia, todos atrás de matt.
Meus pais vieram até mim e me abraçaram com força, eu conseguia sentir algo quente dentro de mim, e eu nao sabia o que era aquilo, era algo novo.
- James.. nunca mais de um susto desse na gente ! - disse minha mae chorando.
- Mãe.. eu, é.. - tentei falar, mas nao conseguia por causa dos soluços
- Nao diga nada jimmy, ficar aqui em quanto procuram pelo matt só vai fazer voce sofrer - disse meu pai, segurando em minha mão e me levantando.
- Matt..
Cada passo que eu dava, passos lentos e sem motivação, eu mancava, e meu corpo estava mole como uma gelatina, parecia que a dor no meu coração tinha me consumido por completo, e essa dor apenas se transformava em ódio, ódio por mim mesmo, o qual eu nao conseguia mais controlar, minha vida já nao valia mais nada, eu era apenas mais um dentre muitos.
Entrei no carro sem fazer muito esforço, eu só queria chegar logo em casa para poder deitar em minha cama, e me convencer do que tudo que eu estava passando, era apenas um pesadelo. No caminho, eu passava por algumas ruas estreitas até chegar em minha casa, ruas que abrigavam alguns mendigos. Eu olhava pela janela, com um olhar frio, eu havia perdido o brilho dos meus olhos e pior, perdido o meu melhor amigo, Mathew.
Percebi que justo onde eu havia pulado, nao tinham pedras, mesmo assim a correnteza me levava para perto da cachoeira cada vez mais rápido e como eu nao sabia nadar, estava ofegante e acabei desmaiando.
- JIMMY SEU IDIOTA ! - ouvi uma voz gritando, e depois ouvi um grande barulho de alguma coisa caindo na água
Senti maos vindo até o meu corpo levemente,alguem havia me segurado e esse alguem era Matt; ele me agarrou firme e tentou nadar contra a correnteza, mas já era de se esperar que nao iria dar certo, nós estavamos chegando cada vez mais perto da cachoeira, entao matt comecou a nadar junto com a correnteza, mas indo para a esquerda de pouco em pouco, até que matt se cansa e grita
- SEGURE NA PEDRA !
estiquei as minhas mãos ao maximo em direção a enorme pedra, e consegui agarra-la, enquanto matt ficou para trás
- SEGURA MINHA MAO ! - Gritei desesperadamente
- NAO CONSIGO ! - respondeu matt
Matt acabou avançando muito por conta da correnteza e eu acabei ficando para tras
- Adeus jimmy, foi muito bom conhecer voce - matt suspirou
- NAO, MATT ! - Gritei feito um louco e comecei a chorar - MAAAAAAATT, MATT, NAO.
As pessoas do parque vieram correndo assim que me ouviram gritar, um cara de meia idade correu até mim, e esticou sua mão ao maximo, em um comprimento que eu consegui segurar, e ele me puxava lentamente até a margem do rio.
Assim que consegui sair do rio, eu corri até a cachoeira e olhei rapidamente para baixo para ver se conseguia encontrar o mathew, mas eu olhava, olhava e nada.
Fiquei desesperado, ajoelhei-me no chão e voltei a chorar.
- PORQUE EU SOU ASSIM ? PORQUE DEUS ? MATT POR FAVOR ME PERDOE ! - gritei com a minha voz já rouca, e soluçando de dor
O Senhor que me ajudou veio até a minha direçao e disse :
- Ei, voce precisa ir ao médico
- EU NAO PRECISO DE NADA, MEU MELHOR AMIGO MORREU ! - Gritei com o cara, mesmo sabendo que ele tinha salvado a minha vida
- Eu sinto muito, mas voce precisa ir - Ele disse calmamente
Eu nao conseguia dizer mais nada, eu nunca tinha chorado assim na minha vida, eu soluçando freneticamente, minha garganta doia de tanto soluçar, eu parecia uma criança chorando, mas perder o meu melhor amigo... nada doia tanto.
O Senhor que avia me ajudado logo telefonou para uma ambulancia, que veio me socorrer, eles chegaram rapidamente, e vieram correndo ao meu encontro, por sorte eu só tinha alguns arranhoes, e um osso trincado.
Assim que os meus pais souberam da notícia, deixaram tudo que estavam fazendo e vieram correndo até o parque, haviam varios policiais no local, junto com bombeiros e uma ambulancia, todos atrás de matt.
Meus pais vieram até mim e me abraçaram com força, eu conseguia sentir algo quente dentro de mim, e eu nao sabia o que era aquilo, era algo novo.
- James.. nunca mais de um susto desse na gente ! - disse minha mae chorando.
- Mãe.. eu, é.. - tentei falar, mas nao conseguia por causa dos soluços
- Nao diga nada jimmy, ficar aqui em quanto procuram pelo matt só vai fazer voce sofrer - disse meu pai, segurando em minha mão e me levantando.
- Matt..
Cada passo que eu dava, passos lentos e sem motivação, eu mancava, e meu corpo estava mole como uma gelatina, parecia que a dor no meu coração tinha me consumido por completo, e essa dor apenas se transformava em ódio, ódio por mim mesmo, o qual eu nao conseguia mais controlar, minha vida já nao valia mais nada, eu era apenas mais um dentre muitos.
Entrei no carro sem fazer muito esforço, eu só queria chegar logo em casa para poder deitar em minha cama, e me convencer do que tudo que eu estava passando, era apenas um pesadelo. No caminho, eu passava por algumas ruas estreitas até chegar em minha casa, ruas que abrigavam alguns mendigos. Eu olhava pela janela, com um olhar frio, eu havia perdido o brilho dos meus olhos e pior, perdido o meu melhor amigo, Mathew.
sexta-feira, julho 1
9. Capítulo - A última decisão
Já nao sabia mais o que fazer, tantas coisas acontecendo em tao pouco tempo, eram muitos problemas para uma cabeça só.
Resolvi sair e andar sozinho, isso sempre me deixava mais relaxado, ainda mais quando eu levava o meu diskman com o meu CD do Slayer. Eu tinha acabado de almocar, e meus pais estavam em casa dormindo, entao fui até meu quarto lentamente, coloquei os meus tenis all star, e desci as escadas rapidamente mas com um tom suave, para nao acorda-los.
Ao tentar abrir a porta, vi que a mesma estava trancada, e nao estava nem um pouco afim de ir buscar a chave no quarto dos meus pais; na verdade, eu nunca entendi porque eles trancavam a porta da frente e levavam a chave até o quarto deles, mas eu nem questionava, fui em direção a cozinha, ainda sem fazer barulho, abri a geladeira e avistei uma lata de refrigerante lá no fundo, estiquei a minha mão lentamente com propósito de pega-la, e quando virei a lata, vi que estava vencida.
Fiquei muito puto, eu adorava aquele refrigerante, e agora eu estava com muita vontade de beber um, andei até a sala de estar e abri a gaveta do móvel lentamente, onde tinham apenas 5 dólares, mas já era o suficiente para comprar o meu refrigerante. Entao voltei para a cozinha, e andei até a porta que tinha ao lado da geladeira, fazia tudo isso com todo cuidado possível para nao acordar os meus pais, a porta que eu abri, me levava até a lavanderia, mas de lá tinha uma passagem para a rua.
Ao chegar na rua, vi que Zacky estava correndo no meio da rua em minha direcao e em uma velocidade considerada rápida, ele quase caiu ao tropecar em uma pedra que tinha pelo caminho, isso fez ele parar de correr e comecar a andar, mancando, mas veio andando, afinal, eu percebi que o chute que ele deu na pedra tinha sido dolorido.
- hey jimmy ! - grita zacky
- eai cara, tudo bom ? - respondi com cara de desconfiado
- tirando o calombo que vai ficar no meu pé, to ótimo cara ! voce nao vai acreditar, consegui marcar um show naquela casa de shows do Turner - diz zacky ofegante
- nossa ! que foda cara, já avisou os outros ?
- só o matt e o justin, nao encontrei o brian - responde zacky, demostrando muita dor no pé
- Brian... ele nao vai sair da banda né ? - perguntei aflito
- eu nao sei cara, tomara que nao... - responde zacky com a cabeça baixa
- bom, e quando é esse show ? - perguntei
- é, daqui tres meses, dia 23 de Outubro
- bom, temos que ensaiar bastante, nao quero passar vergonha haha - tirei com a cara dele
- engracado voce né - zacky responde com um tom ironico - bom, tenho que ir, a gente se ve cara !'
- falou, se cuida - me despedi
Tomei o meu rumo de volta, e voltei a caminhar pelas calcadas, andava lentamente escutando meu Slayer, e observava tudo a minha volta, como se eu fosse um simples garotinho de 2 anos, que comeca a descobrir o mundo.
Eu via famílias brincando juntas, criancas e seus amigos, pessoas da terceira idade conversando, era uma coisa bonita; o dia estava ensolarado e todo mundo tinha tirado o dia para sair de casa.
Eu andava, e dava uma pausa, ficava parado no meio da rua me perguntando, '' porque em um mundo frio, de guerras e conflitos, as pessoas tem laços com as outras ? nao entendo, pessoas magoam umas as outras, querendo ou nao, esses laços... ''
Nunca, em toda a minha vida eu havia parado para pensar por esse lado, até porque eu sempre tive o matt como amigo, entao eu nunca imaginaria que seria tao dolorido quebrar um laço, como eu já tive laços com Lea.
Eu me sentia um lixo, mesmo sabendo que tinha meus amigos, imaginar que tudo aquilo iria mudar, pois eu ia ser pai, nunca iria me perdoar por isso.
- Nao aguento mais essa pressão psicológica - resmunguei para mim mesmo
Ao chegar ao parque da cidade, procurei sentar-me o mais distante o possivel das pessoas, pois a única coisa que eu queria era ficar sozinho, com meus pensamentos.
Andava para um lado e para um outro, impaciente, até que pisei em um dos meus cadarços e cai de cara no chão. Como se nao bastasse a dor psicológia, agora estava com meu nariz doendo, mas nao tive forças para me erguer, minha cabeça já nao distinguia mais nada, e eu apenas me perguntava o porque, qual o propósito da minha vida ? será que eu realmente tenho um propósito ?
Saber que eu iria ser pai, de uma mulher que nao amo, e ainda saber que eu iria ter que assumir esse compromisso, saber que minha mae, já com idade avançada, talvez nao suportaria essa notícia, e o meu pai, que sempre me apoiou em tudo, o que iria pensar de mim ? Eu nao via outra escolha, a nao ser tirar a minha própria vida.
Levantei lentamente, e com os olhos cheios de lagrimas, até que consegui me erguer e ficar em pé. Andava sem destino, com passos curtos e sem brilho nos olhos, após 10 de caminhada, os 10 minutos mais longos da minha vida, cheguei na ponte do parque, que tinha mais ou menos uns 10 metros de altura, onde em baixo passava o leito de um rio, com uma correnteza relativamente forte, mas cheias de pedras no fundo.
Olhava para um lado e parao outro, para checar se nao havia ninguém me observando, subi nas grades e tomei conciencia do que estava fazendo.
- Adeus Matt, Adeus mamae, Adeus pai, Adeus Zacky, Brian e Justin, voces foram as melhores coisas que aconteceram na minha vida, e eu sou grato a voces por tudo - Disse em voz alta, mas para mim mesmo, e entao tomei coragem e pulei.
Resolvi sair e andar sozinho, isso sempre me deixava mais relaxado, ainda mais quando eu levava o meu diskman com o meu CD do Slayer. Eu tinha acabado de almocar, e meus pais estavam em casa dormindo, entao fui até meu quarto lentamente, coloquei os meus tenis all star, e desci as escadas rapidamente mas com um tom suave, para nao acorda-los.
Ao tentar abrir a porta, vi que a mesma estava trancada, e nao estava nem um pouco afim de ir buscar a chave no quarto dos meus pais; na verdade, eu nunca entendi porque eles trancavam a porta da frente e levavam a chave até o quarto deles, mas eu nem questionava, fui em direção a cozinha, ainda sem fazer barulho, abri a geladeira e avistei uma lata de refrigerante lá no fundo, estiquei a minha mão lentamente com propósito de pega-la, e quando virei a lata, vi que estava vencida.
Fiquei muito puto, eu adorava aquele refrigerante, e agora eu estava com muita vontade de beber um, andei até a sala de estar e abri a gaveta do móvel lentamente, onde tinham apenas 5 dólares, mas já era o suficiente para comprar o meu refrigerante. Entao voltei para a cozinha, e andei até a porta que tinha ao lado da geladeira, fazia tudo isso com todo cuidado possível para nao acordar os meus pais, a porta que eu abri, me levava até a lavanderia, mas de lá tinha uma passagem para a rua.
Ao chegar na rua, vi que Zacky estava correndo no meio da rua em minha direcao e em uma velocidade considerada rápida, ele quase caiu ao tropecar em uma pedra que tinha pelo caminho, isso fez ele parar de correr e comecar a andar, mancando, mas veio andando, afinal, eu percebi que o chute que ele deu na pedra tinha sido dolorido.
- hey jimmy ! - grita zacky
- eai cara, tudo bom ? - respondi com cara de desconfiado
- tirando o calombo que vai ficar no meu pé, to ótimo cara ! voce nao vai acreditar, consegui marcar um show naquela casa de shows do Turner - diz zacky ofegante
- nossa ! que foda cara, já avisou os outros ?
- só o matt e o justin, nao encontrei o brian - responde zacky, demostrando muita dor no pé
- Brian... ele nao vai sair da banda né ? - perguntei aflito
- eu nao sei cara, tomara que nao... - responde zacky com a cabeça baixa
- bom, e quando é esse show ? - perguntei
- é, daqui tres meses, dia 23 de Outubro
- bom, temos que ensaiar bastante, nao quero passar vergonha haha - tirei com a cara dele
- engracado voce né - zacky responde com um tom ironico - bom, tenho que ir, a gente se ve cara !'
- falou, se cuida - me despedi
Tomei o meu rumo de volta, e voltei a caminhar pelas calcadas, andava lentamente escutando meu Slayer, e observava tudo a minha volta, como se eu fosse um simples garotinho de 2 anos, que comeca a descobrir o mundo.
Eu via famílias brincando juntas, criancas e seus amigos, pessoas da terceira idade conversando, era uma coisa bonita; o dia estava ensolarado e todo mundo tinha tirado o dia para sair de casa.
Eu andava, e dava uma pausa, ficava parado no meio da rua me perguntando, '' porque em um mundo frio, de guerras e conflitos, as pessoas tem laços com as outras ? nao entendo, pessoas magoam umas as outras, querendo ou nao, esses laços... ''
Nunca, em toda a minha vida eu havia parado para pensar por esse lado, até porque eu sempre tive o matt como amigo, entao eu nunca imaginaria que seria tao dolorido quebrar um laço, como eu já tive laços com Lea.
Eu me sentia um lixo, mesmo sabendo que tinha meus amigos, imaginar que tudo aquilo iria mudar, pois eu ia ser pai, nunca iria me perdoar por isso.
- Nao aguento mais essa pressão psicológica - resmunguei para mim mesmo
Ao chegar ao parque da cidade, procurei sentar-me o mais distante o possivel das pessoas, pois a única coisa que eu queria era ficar sozinho, com meus pensamentos.
Andava para um lado e para um outro, impaciente, até que pisei em um dos meus cadarços e cai de cara no chão. Como se nao bastasse a dor psicológia, agora estava com meu nariz doendo, mas nao tive forças para me erguer, minha cabeça já nao distinguia mais nada, e eu apenas me perguntava o porque, qual o propósito da minha vida ? será que eu realmente tenho um propósito ?
Saber que eu iria ser pai, de uma mulher que nao amo, e ainda saber que eu iria ter que assumir esse compromisso, saber que minha mae, já com idade avançada, talvez nao suportaria essa notícia, e o meu pai, que sempre me apoiou em tudo, o que iria pensar de mim ? Eu nao via outra escolha, a nao ser tirar a minha própria vida.
Levantei lentamente, e com os olhos cheios de lagrimas, até que consegui me erguer e ficar em pé. Andava sem destino, com passos curtos e sem brilho nos olhos, após 10 de caminhada, os 10 minutos mais longos da minha vida, cheguei na ponte do parque, que tinha mais ou menos uns 10 metros de altura, onde em baixo passava o leito de um rio, com uma correnteza relativamente forte, mas cheias de pedras no fundo.
Olhava para um lado e parao outro, para checar se nao havia ninguém me observando, subi nas grades e tomei conciencia do que estava fazendo.
- Adeus Matt, Adeus mamae, Adeus pai, Adeus Zacky, Brian e Justin, voces foram as melhores coisas que aconteceram na minha vida, e eu sou grato a voces por tudo - Disse em voz alta, mas para mim mesmo, e entao tomei coragem e pulei.
terça-feira, junho 28
8.Capítulo - Decepções
Tudo na banda estava indo muito bem, Zacky melhorava a cada dia, Matt
estava fazendo aulas de canto, Brian como sempre imbatível,
e eu estava destruindo na bateria, mas a alegria durou pouco.
- Pessoal, preciso conversar com vocês - Disse Brian
- O que foi Brian ? - Perguntei curioso
- Kevin... - Brian completou com a cabeça baixa
- Haha, o que tem aquele otário ? - perguntou zacky
- A banda dele... já está fazendo shows relativamente grandes,
lotando casas de shows, e agora vão sair por uma turnê no país,
e eles me chamaram para ser o guitarrista solo deles. - diz Brian
- COMO ASSIM ? - Zacky arregala os olhos
- Você não pode fazer isso com a gente Brian, você é nosso amigo - diz Matt
- Eu sei, mas.. meu sonho é ter uma banda de sucesso - Brian continua
- Mas Brian, eu sei que não somos muito bons, mas podemos melhorar poxa,
nós estamos treinando duro ! - resmungou Justin.
- Eu preciso de tempo para pensar galera, sinto muito - Brian sai,
sem falar mais.
Ao sair do parque onde estávamos reunidos, resolvi passar no mercado
para comprar algo para comer, afinal, eu nao tinha almoçado e estava
verde de fome.
Chegando lá, comprimentei uma das atendentes que era minha prima e
fui em direção da seção de doces, peguei um pacote de bolacha,
e fui até o caixa.
- Boa tarde - disse a atendente
- Boa tarde - falei bem baixinho, pois eu ainda era meio arrogante
- CPF na nota ? - ela perguntou
- Não, obrigado - respondi
- O seu troco - ela me devolveu 8 dólares
- Obrigado - sai devagar
Saindo do mercado, abri minha bolacha e comi rapidamente, porque eu
odiava gente pedindo quando eu estava com fome; chegando em casa eu ouço
uma voz longe gritando o meu nome:
- JIMMY ! JIMMY !
- Hãn ? - não conseguia reconhecer a pessoa
- JIMMY ! - a pessoa chegava cada vez mais perto
- O que !? Lea !? o que está fazendo aqui ? não tenho nada com você.
- disse friamente
- Jimmy.. - Lea disse com tom de choro
- JIMMY, JIMMY, SÓ ISSO QUE SABE FALAR, CARALHO VIU !
EU TE AMAVA E VOCÊ QUEBROU MEU CORAÇÃO, AGORA VEM CHORAR PARA MIM,
VAI SE FUDER, VADIA ! - gritei com ela no meio da rua, e sai andando.
Lea não desiste e começa a correr atrás de mim, e grita novamente :
- Ei ! deixa eu conversar com você
- O que você quer ? - virei minha cabeça lentamente
- Jimmy, me desculpe de verdade - disse Lea, em um tom sincero
- Por que eu deveria ? - perguntei ainda frio
- Eu te amo, não deveria ter feito aquilo, eu me arrependo de verdade,
acredite em mim jimmy - Lea disse chorando
- Não diga que me ama, apenas demonstre - interrompi
- Eu.. estou grávida, e o filho é seu - continua Lea
- MEU ? Tem certeza disso ? - perguntei assustado
- Sim, você foi a única pessoa que eu já tive relações sexuais
- Nesse caso então, eu vou ser pai, e vai arruinar toda minha vida -
respondi abatido.
Virei as costas e fui para casa, e estava muito mal, toda minha vida mudaria,
por um ato errado.
Não sentia fome nenhuma, fui direto para o meu quarto e apenas pensava nela
eu ficava imaginando, se tudo aquilo era verdade, se ela realmente se
arrependeu.
Minha mãe notou que eu estava muito quieto, e foi conversar comigo
bateu na porta do meu quarto e viu que estava trancada.
- James ? Você está ai ? - perguntou
- Agora não mãe - respondi com uma voz meio frouxa.
- Está se masturbando filho ? - minha mãe perguntou tirando uma comigo.
- NÃO NÉ MÃE - respondi meio ignorante
Depois de um tempo, abri a porta do meu quarto, minha mãe entrou
e tentou me animar. Mas nem ela conseguiu tirar aquilo da minha cabeça.
Enfim, consegui dormir. Tive muitos pesadelos, e acordei muito mal.
Queria muito me desabafar para os meus amigos, e então fui até a escola
de Matt.
Chegando lá, não me deixaram entrar por causa da minha fama de briguento.
Então tive que esperar ele sair. E ainda eram 8:30 e ele só sairia as 13:15.
Mas não achei nada melhor do que ficar sentado em frente ao colégio.
As 11:30 vi Matt saindo pelo portão lateral do colégio, e então corri
para me desabafar e também saber o porquê dele sair tão cedo.
Quando ele percebeu que era eu, ele gritou:
- Jimmy? O que faz aqui a esse hora?
- Matt, preciso muito falar com você, cara. Eu estou mais que fudido.
- Claro que pode, mas o que aconteceu de tão grave?
- É a Lea... disse quase chorando, e com a cabeça baixa.
- O que tem a Lea, Jimmy? Disse Matt preucupado.
- Ela está grávida...
Nem consegui terminar de falar, Matt já me corta.
- Mas você falou que tinha largado ela, que ela não te amava mais,
você me falou isso, até me ligou pra falar dela.
- Eu sei Matt, mas não é que eu quero voltar com ela, eu só não posso
deixar ela fazer nada, não posso deixar ela abortar. Tem uma vida dentro
dela, se ela abortasse seria muito errado.
- Bom cara, eu vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance - Disse Matt,
me dando um abraço.
Já ia tomando o rumo pra casa quando lembrei que não havia perguntado o
porquê do Matt sair tão cedo.
- Hey, Matt. Me fala por que você saiu tão cedo hoje.
- Nada não, Jimmy - Disse Matt com a cabeça baixa.
- Fala logo, eu conheço você, aconteceu algo.
- É que a minha Tia Evelyn, sabe?
- Sei cara, aquela que fazia os mufins.
- Então ela morreu, teve um ataque cardíaco,
- Porra cara, e você ta indo pra Nova Iorque agora?
- Estou, vou agora de manhã e volto a noite, não posso faltar na escola.
- Poxa cara, que merda. Parece que nada está dando certo, né?
- É, mas isso vai passar.
estava fazendo aulas de canto, Brian como sempre imbatível,
e eu estava destruindo na bateria, mas a alegria durou pouco.
- Pessoal, preciso conversar com vocês - Disse Brian
- O que foi Brian ? - Perguntei curioso
- Kevin... - Brian completou com a cabeça baixa
- Haha, o que tem aquele otário ? - perguntou zacky
- A banda dele... já está fazendo shows relativamente grandes,
lotando casas de shows, e agora vão sair por uma turnê no país,
e eles me chamaram para ser o guitarrista solo deles. - diz Brian
- COMO ASSIM ? - Zacky arregala os olhos
- Você não pode fazer isso com a gente Brian, você é nosso amigo - diz Matt
- Eu sei, mas.. meu sonho é ter uma banda de sucesso - Brian continua
- Mas Brian, eu sei que não somos muito bons, mas podemos melhorar poxa,
nós estamos treinando duro ! - resmungou Justin.
- Eu preciso de tempo para pensar galera, sinto muito - Brian sai,
sem falar mais.
Ao sair do parque onde estávamos reunidos, resolvi passar no mercado
para comprar algo para comer, afinal, eu nao tinha almoçado e estava
verde de fome.
Chegando lá, comprimentei uma das atendentes que era minha prima e
fui em direção da seção de doces, peguei um pacote de bolacha,
e fui até o caixa.
- Boa tarde - disse a atendente
- Boa tarde - falei bem baixinho, pois eu ainda era meio arrogante
- CPF na nota ? - ela perguntou
- Não, obrigado - respondi
- O seu troco - ela me devolveu 8 dólares
- Obrigado - sai devagar
Saindo do mercado, abri minha bolacha e comi rapidamente, porque eu
odiava gente pedindo quando eu estava com fome; chegando em casa eu ouço
uma voz longe gritando o meu nome:
- JIMMY ! JIMMY !
- Hãn ? - não conseguia reconhecer a pessoa
- JIMMY ! - a pessoa chegava cada vez mais perto
- O que !? Lea !? o que está fazendo aqui ? não tenho nada com você.
- disse friamente
- Jimmy.. - Lea disse com tom de choro
- JIMMY, JIMMY, SÓ ISSO QUE SABE FALAR, CARALHO VIU !
EU TE AMAVA E VOCÊ QUEBROU MEU CORAÇÃO, AGORA VEM CHORAR PARA MIM,
VAI SE FUDER, VADIA ! - gritei com ela no meio da rua, e sai andando.
Lea não desiste e começa a correr atrás de mim, e grita novamente :
- Ei ! deixa eu conversar com você
- O que você quer ? - virei minha cabeça lentamente
- Jimmy, me desculpe de verdade - disse Lea, em um tom sincero
- Por que eu deveria ? - perguntei ainda frio
- Eu te amo, não deveria ter feito aquilo, eu me arrependo de verdade,
acredite em mim jimmy - Lea disse chorando
- Não diga que me ama, apenas demonstre - interrompi
- Eu.. estou grávida, e o filho é seu - continua Lea
- MEU ? Tem certeza disso ? - perguntei assustado
- Sim, você foi a única pessoa que eu já tive relações sexuais
- Nesse caso então, eu vou ser pai, e vai arruinar toda minha vida -
respondi abatido.
Virei as costas e fui para casa, e estava muito mal, toda minha vida mudaria,
por um ato errado.
Não sentia fome nenhuma, fui direto para o meu quarto e apenas pensava nela
eu ficava imaginando, se tudo aquilo era verdade, se ela realmente se
arrependeu.
Minha mãe notou que eu estava muito quieto, e foi conversar comigo
bateu na porta do meu quarto e viu que estava trancada.
- James ? Você está ai ? - perguntou
- Agora não mãe - respondi com uma voz meio frouxa.
- Está se masturbando filho ? - minha mãe perguntou tirando uma comigo.
- NÃO NÉ MÃE - respondi meio ignorante
Depois de um tempo, abri a porta do meu quarto, minha mãe entrou
e tentou me animar. Mas nem ela conseguiu tirar aquilo da minha cabeça.
Enfim, consegui dormir. Tive muitos pesadelos, e acordei muito mal.
Queria muito me desabafar para os meus amigos, e então fui até a escola
de Matt.
Chegando lá, não me deixaram entrar por causa da minha fama de briguento.
Então tive que esperar ele sair. E ainda eram 8:30 e ele só sairia as 13:15.
Mas não achei nada melhor do que ficar sentado em frente ao colégio.
As 11:30 vi Matt saindo pelo portão lateral do colégio, e então corri
para me desabafar e também saber o porquê dele sair tão cedo.
Quando ele percebeu que era eu, ele gritou:
- Jimmy? O que faz aqui a esse hora?
- Matt, preciso muito falar com você, cara. Eu estou mais que fudido.
- Claro que pode, mas o que aconteceu de tão grave?
- É a Lea... disse quase chorando, e com a cabeça baixa.
- O que tem a Lea, Jimmy? Disse Matt preucupado.
- Ela está grávida...
Nem consegui terminar de falar, Matt já me corta.
- Mas você falou que tinha largado ela, que ela não te amava mais,
você me falou isso, até me ligou pra falar dela.
- Eu sei Matt, mas não é que eu quero voltar com ela, eu só não posso
deixar ela fazer nada, não posso deixar ela abortar. Tem uma vida dentro
dela, se ela abortasse seria muito errado.
- Bom cara, eu vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance - Disse Matt,
me dando um abraço.
Já ia tomando o rumo pra casa quando lembrei que não havia perguntado o
porquê do Matt sair tão cedo.
- Hey, Matt. Me fala por que você saiu tão cedo hoje.
- Nada não, Jimmy - Disse Matt com a cabeça baixa.
- Fala logo, eu conheço você, aconteceu algo.
- É que a minha Tia Evelyn, sabe?
- Sei cara, aquela que fazia os mufins.
- Então ela morreu, teve um ataque cardíaco,
- Porra cara, e você ta indo pra Nova Iorque agora?
- Estou, vou agora de manhã e volto a noite, não posso faltar na escola.
- Poxa cara, que merda. Parece que nada está dando certo, né?
- É, mas isso vai passar.
terça-feira, janeiro 4
7. Capítulo – Lips of Deceit
Voltei para a minha bateria e comecei a tocar, e uma coisa muito estranha aconteceu comigo, tive uma espécie de ‘’ Flash Back ’’, e lembrei de quando, eu, matt e zacky tocamos Walk, no improviso, e aquilo me tocou por dentro, mas, eu sabia que eles não eram bons para montar uma banda, eu achava que eles não tinham talento, mesmo sendo meus melhores amigos.
Matt tinha uma banda junto com zacky, na qual e não me recordo do nome, mas eles eram bem ruins, lembro de uma vez vê-los tocando, tentaram tocar Nothing Else Matters, do Metallica, e ficou horrível, o baterista deles, não tinha noção de tempo, eu saia dando risada.
Como se eu não advinhasse, Zacky e Matt vieram falar comigo, me chamando para a banda;
Pensei por um bom tempo, e cheguei a uma conclusão.
― Hmmm.. pode ser ― Disse, mesmo sabendo que eles eram horríveis. ― Porque somos amigos certo ? uma banda para mim só funciona, se tudo mundo é amigo.
― Tudo bem Jimmy, semana que vem a gente ensaia certo ? você já conhece as musicas. ― Disse Zacky.
― Podem deixar, que eu me garanto ! ― Eu me achava, por ser o melhor baterista do bairro.
Começamos a ensaiar, e eles ficavam olhando para mim, porque eu não errava, isso era novo para eles.
O primeiro ensaio até que não foi tão ruim, eles eram ruins, mas sabiam seus limites, eu gosto disso.
Passaram-se 3 anos, e já tínhamos algumas musicas próprias, como To End The Rapture e Warmness on The Soul, Matt já cantava bem e tocava piano muito bem também, e Zacky tinha melhorado muito, sem contar o Justin Sane que era um maluco tocando baixo, e decidimos que estava na hora de gravarmos uma Demo, mas ainda não sabíamos que nome colocar na banda, então o Matt teve uma idéia.
― Lips of Deceit ! ― Gritou Matt, com firmeza.
― Hmmm.. eu gostei ― Continuei;
― Eu também ― Comentou Zacky
Então, estava feito, nossa banda se chamaria Lips of Deceit, e iríamos gravar aquelas duas demos, caseiras mesmo, só pra começar.
Gravamos, e mostramos para Brian, que era o melhor guitarrista da cidade, ele achou muito criativo, e pediu até uma vaga na banda, Brian comentou sobre o nome da banda, e todos realmente perceberam que Lips of Deceit não combinava com a gente.
― Então, vamos pra casa procurar nomes, amanha nos encontramos no intervalo da escola e escolhemos o melhor ― Matt deu a idéia.
Todos ficaram de acordo e foram para suas casas, menos eu, por que já estava em casa.
No dia seguinte, Matt nos chamou no intervalo e todos esqueceram de fazer o ‘’ dever de casa ‘’, só Matt tinha procurado nomes; ele tinha uma lista enorme deles, então bati o olho em um, que por acaso era Avenged Sevenfold.
― De onde tirou esse nome !? ― Perguntei, tenso.
― Da Bíblia, na história de Caim e Abel ― Respondeu Matt
― Amei esse ! ― Retruquei
― Todos de acordo ? ― Matt, sempre liderando o grupo
― Sim ! ― Responderam Zacky e Brian, na mesma hora.
― Então, apartir de hoje, nossa banda vai se chamar, AVENGED SEVENFOLD ! ― Terminei.
Matt tinha uma banda junto com zacky, na qual e não me recordo do nome, mas eles eram bem ruins, lembro de uma vez vê-los tocando, tentaram tocar Nothing Else Matters, do Metallica, e ficou horrível, o baterista deles, não tinha noção de tempo, eu saia dando risada.
Como se eu não advinhasse, Zacky e Matt vieram falar comigo, me chamando para a banda;
Pensei por um bom tempo, e cheguei a uma conclusão.
― Hmmm.. pode ser ― Disse, mesmo sabendo que eles eram horríveis. ― Porque somos amigos certo ? uma banda para mim só funciona, se tudo mundo é amigo.
― Tudo bem Jimmy, semana que vem a gente ensaia certo ? você já conhece as musicas. ― Disse Zacky.
― Podem deixar, que eu me garanto ! ― Eu me achava, por ser o melhor baterista do bairro.
Começamos a ensaiar, e eles ficavam olhando para mim, porque eu não errava, isso era novo para eles.
O primeiro ensaio até que não foi tão ruim, eles eram ruins, mas sabiam seus limites, eu gosto disso.
Passaram-se 3 anos, e já tínhamos algumas musicas próprias, como To End The Rapture e Warmness on The Soul, Matt já cantava bem e tocava piano muito bem também, e Zacky tinha melhorado muito, sem contar o Justin Sane que era um maluco tocando baixo, e decidimos que estava na hora de gravarmos uma Demo, mas ainda não sabíamos que nome colocar na banda, então o Matt teve uma idéia.
― Lips of Deceit ! ― Gritou Matt, com firmeza.
― Hmmm.. eu gostei ― Continuei;
― Eu também ― Comentou Zacky
Então, estava feito, nossa banda se chamaria Lips of Deceit, e iríamos gravar aquelas duas demos, caseiras mesmo, só pra começar.
Gravamos, e mostramos para Brian, que era o melhor guitarrista da cidade, ele achou muito criativo, e pediu até uma vaga na banda, Brian comentou sobre o nome da banda, e todos realmente perceberam que Lips of Deceit não combinava com a gente.
― Então, vamos pra casa procurar nomes, amanha nos encontramos no intervalo da escola e escolhemos o melhor ― Matt deu a idéia.
Todos ficaram de acordo e foram para suas casas, menos eu, por que já estava em casa.
No dia seguinte, Matt nos chamou no intervalo e todos esqueceram de fazer o ‘’ dever de casa ‘’, só Matt tinha procurado nomes; ele tinha uma lista enorme deles, então bati o olho em um, que por acaso era Avenged Sevenfold.
― De onde tirou esse nome !? ― Perguntei, tenso.
― Da Bíblia, na história de Caim e Abel ― Respondeu Matt
― Amei esse ! ― Retruquei
― Todos de acordo ? ― Matt, sempre liderando o grupo
― Sim ! ― Responderam Zacky e Brian, na mesma hora.
― Então, apartir de hoje, nossa banda vai se chamar, AVENGED SEVENFOLD ! ― Terminei.
6. Capítulo – Ausência
Após minha relação com Lea, não tive coragem de me dirigir a ela, e a convidar para sair novamente, estava com medo, e com vergonha, mesmo sabendo que eu a amava, e ela me amava.
Eu estava em um momento muito difícil, na fase da adolescência, onde parece que tudo, e todos estão contra você, e eu tinha poucos amigos para conversar, apenas, Zacky, Matt, e Brian, e eu não via um deles há quase seis semanas.
Por uma boa parte do dia, eu ficava treinando na minha bateria, mesmo ela não sendo assim tão boa, mas eu gostava de tocar, eu conseguia descarregar toda a minha emoção em cima de apenas duas baquetas, o que diziam ser impressionante
Também passava boa parte do dia escrevendo, e reescrevendo letras, eu amava fazer aquilo e acabara virando uma coisa normal para mim.
― Se você usase metate do tempo que você gasta com musica, nos estudos.. – Disse meu pai, mesmo sabendo que eu não ia dar atenção
― Pai... Chega né ― falei com um tom calmo, prestando atenção somente no meu lápis, e em um pedaço de papel que estavam em minha frente.
Eu tentava escrever uma letra tocante, onde todos conseguissem se identificar, mas isso para mim, era impossível, infelizmente.
A ausência de Lea, estava me corroendo por dentro, eu só conseguia escrever letras relacionadas com amor, e sabia que a culpa era minha.
Fechei os olhos e dei um leve suspiro, então decidi ligar para Lea, coisa que eu não fazia a quatro semanas.
Peguei o telefone, e disquei seu numero lentamente, e começou a chamar..
― Alo ? ― Atendeu Lea, com a voz mais doce do mundo
― ah.. ― comecei a ficar nervoso, pois pensei que ela poderia ter esquecido de mim.
Desliguei o telefone rapidamente, sem coragem para ligar denovo, mas só de ouvir aquela voz, meu coração se encheu de inspiração, e voltei a escrever.
Ao passar de uns vinte minutos, eu não agüentava mais e resolvi ligar denovo, fiz o mesmo procedimento da ultima vez, e esperei ela atender.
― Alo ? ― Atendeu Lea, dessa vez com um tom desconfiado
― Ah, Lea ? ― Continuei a conversa, com um tom desajeitado
― Quem é ? ― Perguntou ela, pois pensava que poderia ser trote
― Lea, é o Jimmy, tudo bem ? ― consegui falar normalmente, recuperando o fôlego
― Ah.. Oi Jimmy.. ― Ela continuou, meio desanimada.
― Aconteceu alguma coisa ? ― Perguntei, tentando puxar assunto
― Ah, Jimmy.. Sabe o que é.. ― Respondeu Lea
― Quer saber, não diga, vamos sair hoje a noite e eu posso te ajudar a se sentir melhor, o que acha ? ― Interrompi.
― Então, hoje... eu vou sair com o John ― Concluiu Lea
― John, aquele da antiga escola ? ― Perguntei, muito aflito
― Sim Jimmy, eu e ele.. estamos juntos agora. ― Disse Lea
Fiquei sem palavras, desliguei o telefone sem falar mais nada, meu coração estava ficando cada vez mais apertado, e comecei a chorar, mesmo sendo a pessoa fria que sou.
Eu estava me sentido rejeitado, não agüentava mais, quando a Lea me contou aquilo, tive vontade de morrer.
― NÃO AGUENTO MAIS ESSA VIDA ! ― Gritei, mas ainda soluçando
Deitei em minha cama, e cobri minha cabeça com o travesseiro, tranquei a porta do meu quarto, e acabei caindo no sono.
Desde que cai no sono, se passaram mais ou menos umas duas horas, e quando acordei, ainda chocado, não tinha ação, não sabia o que fazer, e nem o que pensar.
Ouço o telefone tocar, no canto de minha cama, e ponho a mão em cima dele, e atendo, com angustia.
― A.. Alo ? ― disse com vontade de desligar o telefone
― Alo, Jimmy ? ― disse uma voz calma e amigável
― M..M.. Matt !? ― Perguntei, ancioso pela resposta
― Isso mesmo Amigão, quanto tempo hein ? ― Matt responde, dando uma leve risada
― Realmente, estava sentido sua falta, como vai a vida ? ― Perguntei, esboçando um leve sorriso
― Ah, vai bem, e a sua ? ― Respondeu Matt, com um tom sério
Fiquei sem palavras, não podia responder que estava tudo bem, porque estaria mentindo, e eu nunca mentiria para o meu melhor amigo.
― Ah... ― Respondi, com os olhos cheios de lágrimas
― Foi a Lea não é ? ― Matt advinhou, como se soubesse a muito tempo
― Não é ela, sou eu.. Não, é ela mesmo, eu não sei o que fazer ― Respondi com sinceridade
― Quer falar sobre isso comigo Jimmy ? ― Pergunta Matt
― De verdade, agora não... preciso desligar, até mais cara, um abraço – Terminei com a conversa, mesmo sabendo que não tinha nada para fazer.
Desliguei o Telefone antes mesmo de ele dizer nada, e fui em direção a janela, e fiquei observando as ruas, as casas, e todo o movimento por um bom tempo.
Eu estava em um momento muito difícil, na fase da adolescência, onde parece que tudo, e todos estão contra você, e eu tinha poucos amigos para conversar, apenas, Zacky, Matt, e Brian, e eu não via um deles há quase seis semanas.
Por uma boa parte do dia, eu ficava treinando na minha bateria, mesmo ela não sendo assim tão boa, mas eu gostava de tocar, eu conseguia descarregar toda a minha emoção em cima de apenas duas baquetas, o que diziam ser impressionante
Também passava boa parte do dia escrevendo, e reescrevendo letras, eu amava fazer aquilo e acabara virando uma coisa normal para mim.
― Se você usase metate do tempo que você gasta com musica, nos estudos.. – Disse meu pai, mesmo sabendo que eu não ia dar atenção
― Pai... Chega né ― falei com um tom calmo, prestando atenção somente no meu lápis, e em um pedaço de papel que estavam em minha frente.
Eu tentava escrever uma letra tocante, onde todos conseguissem se identificar, mas isso para mim, era impossível, infelizmente.
A ausência de Lea, estava me corroendo por dentro, eu só conseguia escrever letras relacionadas com amor, e sabia que a culpa era minha.
Fechei os olhos e dei um leve suspiro, então decidi ligar para Lea, coisa que eu não fazia a quatro semanas.
Peguei o telefone, e disquei seu numero lentamente, e começou a chamar..
― Alo ? ― Atendeu Lea, com a voz mais doce do mundo
― ah.. ― comecei a ficar nervoso, pois pensei que ela poderia ter esquecido de mim.
Desliguei o telefone rapidamente, sem coragem para ligar denovo, mas só de ouvir aquela voz, meu coração se encheu de inspiração, e voltei a escrever.
Ao passar de uns vinte minutos, eu não agüentava mais e resolvi ligar denovo, fiz o mesmo procedimento da ultima vez, e esperei ela atender.
― Alo ? ― Atendeu Lea, dessa vez com um tom desconfiado
― Ah, Lea ? ― Continuei a conversa, com um tom desajeitado
― Quem é ? ― Perguntou ela, pois pensava que poderia ser trote
― Lea, é o Jimmy, tudo bem ? ― consegui falar normalmente, recuperando o fôlego
― Ah.. Oi Jimmy.. ― Ela continuou, meio desanimada.
― Aconteceu alguma coisa ? ― Perguntei, tentando puxar assunto
― Ah, Jimmy.. Sabe o que é.. ― Respondeu Lea
― Quer saber, não diga, vamos sair hoje a noite e eu posso te ajudar a se sentir melhor, o que acha ? ― Interrompi.
― Então, hoje... eu vou sair com o John ― Concluiu Lea
― John, aquele da antiga escola ? ― Perguntei, muito aflito
― Sim Jimmy, eu e ele.. estamos juntos agora. ― Disse Lea
Fiquei sem palavras, desliguei o telefone sem falar mais nada, meu coração estava ficando cada vez mais apertado, e comecei a chorar, mesmo sendo a pessoa fria que sou.
Eu estava me sentido rejeitado, não agüentava mais, quando a Lea me contou aquilo, tive vontade de morrer.
― NÃO AGUENTO MAIS ESSA VIDA ! ― Gritei, mas ainda soluçando
Deitei em minha cama, e cobri minha cabeça com o travesseiro, tranquei a porta do meu quarto, e acabei caindo no sono.
Desde que cai no sono, se passaram mais ou menos umas duas horas, e quando acordei, ainda chocado, não tinha ação, não sabia o que fazer, e nem o que pensar.
Ouço o telefone tocar, no canto de minha cama, e ponho a mão em cima dele, e atendo, com angustia.
― A.. Alo ? ― disse com vontade de desligar o telefone
― Alo, Jimmy ? ― disse uma voz calma e amigável
― M..M.. Matt !? ― Perguntei, ancioso pela resposta
― Isso mesmo Amigão, quanto tempo hein ? ― Matt responde, dando uma leve risada
― Realmente, estava sentido sua falta, como vai a vida ? ― Perguntei, esboçando um leve sorriso
― Ah, vai bem, e a sua ? ― Respondeu Matt, com um tom sério
Fiquei sem palavras, não podia responder que estava tudo bem, porque estaria mentindo, e eu nunca mentiria para o meu melhor amigo.
― Ah... ― Respondi, com os olhos cheios de lágrimas
― Foi a Lea não é ? ― Matt advinhou, como se soubesse a muito tempo
― Não é ela, sou eu.. Não, é ela mesmo, eu não sei o que fazer ― Respondi com sinceridade
― Quer falar sobre isso comigo Jimmy ? ― Pergunta Matt
― De verdade, agora não... preciso desligar, até mais cara, um abraço – Terminei com a conversa, mesmo sabendo que não tinha nada para fazer.
Desliguei o Telefone antes mesmo de ele dizer nada, e fui em direção a janela, e fiquei observando as ruas, as casas, e todo o movimento por um bom tempo.
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