Sai do hospital decepcionado, correra tanto para nada, tudo culpa do médico que não me deixou ir. Subi na bike rapidamente, e quando vi, a marcha estava na pesada, por isso eu estava fazendo muito esforço para sair do lugar.
Começei a pedalar bem rápido, em quanto ia mudando as marchas, todos da rua ficavam olhando para mim, eu parecia um louco correndo; Virei à direita e começei a acelerar ainda mais, a bike tremia mas mesmo assim eu não estava nem ai, até eu chegar em um trecho de terra para cortar caminho. Era muito esburacado, e a bike tremia muito, e eu parecia estar fazendo rally, eu pulava e não dirigia muito bem, e então o medo começou a tomar conta de mim, e desacelerei, pelomenos até passar o trecho de terra.
Eu estava andando devagar agora, mas com vontade de chegar bem rápido, até que eu sinto uma pancada enorme no pneu dianteiro, a bike levantou a roda traseira me jogando para longe, e então eu cai em cima da terra amortecendo a queda com as mãos. Olhei para trás e era um pedaço de tronco de árvore que eu nao havia visto.
Levantei lentamente e ergui a bike, montei em cima dela, e continuei o meu caminho, que agora já era curto, em relaçao ao que eu já havia andado.
Chegando na frente da casa de Matt, o meu coraçao começava a apertar cada vez mais, e todas aquelas lembranças vieram em minha mente, principalmente a imagem de ele tentando me salvar e caindo na cachoeira.
Tomei folego e desci da biscicleta, com a perna enfaixada mas conseguindo andar normalmente, apertei a campainha e aguardei, até que a mãe dele aparece na janela.
- ..eé, o matt tá ai ? - perguntei tremendo levemente
- James sullivan.. então voce é o culpado por meu filho ter quase morrido, sim ele está.
Abaixei a cabeça, e veio um enorme peso em minha consciência.
- eu poderia falar com ele ? por favor
- escute james, ele está deitado e não quer ver ninguém, faça um bem para todos nós e volte para casa.
Aquilo me feriu profundamente, a mãe dele me odiava agora e ele não queria mais me ver. Eu já ia tomando o rumo para casa quando escuto
- CARAMBA MAE, EU JÁ TE DISSE QUE NAO FOI CULPA DELE ! - Matt gritava com sua mae, com a intençao de me defender.
Mesmo assim não parei de andar, eu estava todo sujo, e de cabeça baixa, e ao chegar na esquina da rua, ouço uma voz não tao longe, mas com um tom relativamente baixo.
- Jimmy ! - olhei para trás e vi matt correndo em minha direçao.
- aah, matt, graças a Deus, voce está bem ? - perguntei com medo da reação dele.
- Só um pouco dolorido... - Matt disse com tom de choro
- Olha cara, se não quiser falar comigo eu entendo sabe, voce não faz ideia de como eu me senti realmente mal por ter feito voce quase morrer, além do mais, eu achei que voce tivesse morrido. - Disse, com lágrimas nos olhos.
- Achou que eu ia morrer tão facil ? Escuta cara, mesmo que eu tivesse perdido meus braços ou pernas, eu ainda estaria feliz, e sabe porque ? eu fiz isso por voce, voce sabe que é o meu melhor amigo, e eu não tenho vergonha de dizer que te amo cara, então não se sinta mal, sei que voce faria o mesmo por mim. - Matt sorriu e veio em minha direção.
Era realmente incrível como ele sempre sabia lidar com tudo, e sempre dizia as melhores palavras nos piores momentos.
- Matt, obrigado, de verdade - Abraçei-o com força.
- Cara, só me diz uma coisa... porque voce pulou da ponte ?
- muitos problemas... - respondi tentando finalizar o assunto
- Vejo que não quer falar sobre isso agora, tudo bem, quando estiver melhor voce me conta.
- Tudo bem, prometo ! agora tenho que ir, nem avisei minha mãe que eu iria sair, até mais cara ! - me despedi com vontade de ficar, mas fui embora.
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