sábado, julho 23

12. Capítulo - Grande Surpresa

Eram 11h da manhã, e eu ainda estava na cama, até que ouvi minha mãe gritar do andar de baixo.

- James acorda ! já é tarde, voce vai ficar com dor na coluna se ficar deitado por muito tempo.

Abri os olhos e senti um leve desconforto, apoiava minhas mãos em minha cama em quanto levantava lentamente, sentia o meu cabelo todo bagunçado e minha boca com um gosto ruim, sentei-me na cama, e meu olhar ficava rodeando o quarto como de costume.

- James, voce tem que parar de dormir até tarde filho - Disse minha mãe, entrando em meu quarto com uma bandeja na mão.
- Tudo bem mãe, me desculpe
- Toma, tá aqui o seu café da manhã - Minha mãe entrava aquela bandeja com um pão françes com Manteiga e um copo de Café
- Valeu mãe, voce vai sair hoje ?
- Vou sim, mas só depois do almoço... tenho que resolver algumas coisas no banco - Minha mae respondeu, tomando rumo para o andar de baixo, onde estava limpando a casa.

Meu estômago estava embrulhado, eu nao conseguira comer nada, mas mesmo assim sabia que eu precisava comer, então forcei um pouco até que consegui comer tudo.
Sai de minha cama e fui direto para o banheiro, me olhava no espelho e via que meus olhos castanhos escuros tinham perdido o brilho, estavam secos e sem vida. Peguei um dos pentes que eu deixava em cima da pia do banheiro, e penteava meu cabelo lentamente, agora com um corte novo, Franja ainda caindo nos olhos, mas com as laterais cumpridas, até um pouco abaixo do meu queixo, e atrás curto e bagunçado.
Ao terminar de penteear, abri a torneira lentemente, e vi que ela nao estava se movendo, ao lembrar que essa torneira sempre emperrava, virei-a com um pouco mais de força, fazendo finalmente sair água.
Estiquei as minhas mãos e fiz um formato de concha, fazendo a água ficasse entre as minhas mãos e lavei o meu rosto, por fim peguei a escova e escovei os dentes.
Saindo do banheiro eu sabia que nunca mais teria a vida de antes, e agora eu teria que conseguir levantar a cabeça e continuar em frente até que ouço o telefone tocar, mas com preguiça, nem me preocupei, sabendo que minha mãe iria atender.
Fechei a porta do meu quarto, pois eu ia tocar bateria, e para o barulho nao ecoar pela casa, eu e meu pai já haviamos instalado sonex em todo o meu quarto, me ajeitei no banquinho e peguei minhas baquetas.

- JAMES, JAMES ! - ouvi minha mãe gritando, apavorada

levantei correndo e abri a porta

- o que foi mãe ? - perguntei assustado
- Prepare o seu coração, eu tenho uma notícia. - Disse minha mãe, severa.
- só o que me falta, mais notícias ruins... - respondi com desprezo
- Voce que pensa filho, a mãe do Matthew acabou de ligar, e disse que o encontraram ontem a tarde ! Surpreendentemente ele está vivo, mas está no hospital se recuperando de algumas fraturas.

Fiquei paralisado, sem reação nenhuma, a unica coisa que consegui fazer foi voltar para o meu quarto correndo, abri o meu guarda roupas onde só haviam roupas pretas, peguei uma calça jeans, justa em baixo, uma camiseta do Metallica e coloquei os meus all star, e sem falar nada, desci correndo as escadas, minha mãe me conhecia e nem perguntou para onde eu ia, apenas ficou calada observando, abri a porta da frente e fechei-a com pressa, provocando um barulho desagradável, mas eu nao estava nem ai, eu saia correndo pelas ruas, em direção ao hospital, eu nao ligava para mais nada que estava acontecendo no caminho, só queria ver como Matt estava. Eu tinha sorte que o hospital era a apenas 3 quarteiroes da minha casa, chegando ao segundo quarteirão, fui atravessar a rua, e acabei esquecendo de olhar para os dois lados antes de atravessar, acabou que um carro bateu em mim, minha sorte é que ele não estava rápido, eu cai no chão, e minhas pernas começaram a sangrar por causa do asfalto áspero, mais isso não foi o suficiente para me parar, levantei-me devargar, sentindo muita dor, e voltei a correr, agora mancando, mas eu prometi a mim mesmo que só pararia quando eu visse matt, pessoas que estavam na rua viam eu mancando e minhas pernas ao escorrer do sangue e tentavam me parar para me ajudar, mas eu nao dava atençao nenhuma, o sentimento de ter abandonado um amigo era mais forte, e eu tinha que ve-lo, mesmo sabendo que ele pode nao me perdoar.
Achei uma bicicleta encostada na frente da casa do Timmy, tinha certeza que era a dele, e então tomei posse dela sem avisá-lo, apenas para ir mais rápido no hospital. Eu havia virado a ultima esquina e já avistava o hospital, pedalei mais rapido, minhas pernas doiam, pareciam que iam cair, mas eu me esforcei ao maximo. Ao chegar lá, entrei e começei a sujar o chão de sangue, os funcionarios me viram e tentaram me ajudar.

- NAO, POR FAVOR EU SÓ QUERO IR VER MEU AMIGO !
- sinto muito, voce tem ferimentos, nós vamos tratá-los para voce, e voce pode visitar o seu amigo - respondeu o médico com calma
- MAS ...

sentei-me em uma cadeira branca, dentro do consultório em quanto o médico responsável higienizava a minha ferida, mas eu nao conseguia pensar em outra coisa, a não ser o matt. O médico demorava muito para trabalhar, ele ficava enrrolando e tentando falar comigo, mas eu nao dava a mínima.
Finalmente ele terminou, e eu abri a porta da sala sem nem dizer obrigado e fui corrento até a recepção.

- Posso ajudar senhor ?
- É.. eu queria ver o Matthew Sanders
- Ele acabou de ir para casa, não faz nem 5 minutos
- Tudo bem, muito obrigado senhora
- Sem Problemas

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